terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Confusões, confissões e ditados da vida

Se existe alguém no mundo que eu tento entender, este alguém sou eu mesmo.

Me acho completamente confuso, sem direção. Às vezes quero muitas coisas, outras vezes quero apenas ficar o mais isolado possível, vendo o pôr do sol ou vendo minhas séries favoritas.

No auge dos meus 26 anos, me sinto tão perdido como um adolescente chegando ao ensino médio. Ao mesmo tempo, me vejo de uma forma tão madura, por todas as experiências que já passei e por tão mente aberta que acredito ser.

Analiso isso a partir da minha própria família. Eu vejo o quão diferente eu sou dos meus primos de mesma idade praticamente. Na verdade, eu não sei os "goals" da vida deles. Talvez sejam "goals" mais padrões: trabalho, bens materiais e amor. Bem, não que não sejam necessários e que eu também não os tenham como meus objetivos, mas ainda acho pouco o que tenho (no sentido imaterial).

O meu tipo psicólogo na teoria de Carl Jung é ENFP, que é um tipo um tanto quanto particular. Li bastante a respeito do meu tipo, e eu posso dizer que me descreve de uma forma muito precisa.

Essa enrolação toda é pra dizer que eu sou um ser confuso e que precisa de um tempo isolado para me centrar. E, esse centramento, na verdade, é mais para organizar as ideias e não fazer de tudo um grande "big deal". Tenho uma tendência de potencializar as coisas, como se fossem as melhores ou piores coisas do mundo. Porém, infelizmente, a maioria eu faço para o lado negativo.

Às vezes me sinto muito frágil e estive pensando seriamente em fazer uma análise para analisar a possibilidade de fazer uma análise. Mas nessa vida louca, não teria como.

Estou pra uma mudança de ambiente de trabalho que não era nem de longe o que eu queria. Na verdade, estou indo para o lugar que há muito tempo dizia que não queria ir de forma alguma. Somado a isso, tem a minha cabeça que ainda está confusa por não estar mais com aquele que eu gosto. Cada dia eu tento me desapegar mais. É engraçado: quando penso que já havia superado tudo, sentimentos voltam pra me deixar mais confuso e inquieto.

Uma coisa que acabei descobrindo de uma forma não muito gostosa é que aprendemos muito mais rápido do que esquecemos. Os sentimentos funcionam da mesma maneira. Começamos a gostar mais rápido que do que deixamos de gostar.

Mas essa é a vida, né? O velho ditado que se não tem remédio, remediado está é uma realidade que dói, mas o que se pode fazer, certo?

Enquanto isso, vamos curtindo uma dor aí, escutando músicas que nos fazem chorar e lembrar de quem queremos esquecer. Para ajudar, num futuro breve, também passarei por lugares nos quais nos divertimos muito e fomos felizes. Parece que o universo faz as coisas de propósito. É aquela velha história: somos os the sims que alguém nos mandou para a piscina e foram lá e tiraram a escada pra sair. Só falta agora encontrar outra saída. Sabe-se lá como!

Feliz finalzinho de carnaval para quem o teve! :)

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