quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Let there be love

Sim, hoje eu pulei na cadeira de tanta felicidade em ver que saiu um vídeo para a música Let There Ne Love da Christina Aguilera. Confesso que nunca fui fã dela, até Lotus. É um cd que eu amo. Como já sabem, meu gosto musical não é dos melhores, mas não ligo.

Embora eu também saiba que às vezes passo uma imagem meio pessimista de tudo, é um sistema de auto defesa ao contrário. Não friamente acreditando em horóscopos, mas podendo afirmar que eu tenho meus pés que flutuam, me situar para a realidade é uma forma de me aproximar do chão e enxergar a vida pelo que ela é, pois romantizo muito as situações na minha cabeça.

Enfim... Let There Be Love, além de divertida, traz uma mensagem boa! Tem que haver amor... sempre! E que ele se apresente de várias formas.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Quando foi?

Sinto-me um pouco estranho quando fico muito tempo sem postar por aqui. O blog é parte da minha vida, é algo que eu preciso cuidar. Parece até que é uma planta, que eu preciso sempre regar para poder viver. E esse "viver" é tanto dele quanto meu: ele precisa continuar existindo porque eu preciso dele para poder colocar um pouco de minhas palavras aqui.

É bom escrever. E é bom poder registrar. Quase que "fazer história". Bem, estou escrevendo a minha. Daqui a uns anos, vou poder fazer como fiz com um antigo blog (já desativado) que tinha: me assustar, me admirar, tentar relembrar as situações as quais vivi por interpretar algo daquela forma.

Na verdade, posso fazer isso aqui mesmo. Já escrevo aqui há dois anos! Caramba, é tempo já! E quantas fases já foram passadas durante esse tempo. O menino recém auto-aceito que começou a escrever o blog foi se modificando tanto durante esse tempo que parece ser outra pessoa. Mas não: sou o mesmo, com certeza. A questão é que eu me permito mudar. Eu permito aceitar novas ideias. Permito que meus paradigmas sejam quebrados. Permito pensar por outras perspectivas. E este sou eu. Já não mais no armário, com amigos que sabem mais da minha vida do que eu mesmo (e eu sei mais da vida deles do que eles!), feminista, com muitos e muitos pensamentos e atitudes diferentes pipocando.

Já pensei que gay deveriam ser discretos. Hoje eu acho que cada um tem que ser do jeito que é.

Já fui radicalmente contra cotas. Hoje as defendo com unhas e dentes.

Já achei que minha sexualidade não é da conta de ninguém. Continuo pensando isso, mas sei que a curiosidade é intrínseca do ser humano e que "E as namorada?" ou "Olha filho, que moça bonita.... conversa com ela!" não é algo que eu queira ouvir mais.

Já tive meus preconceitos com relação a travestis e hoje eu sou doido pra ter amigx travesti!

Já tive vergonha de falar que eu erro. Hoje eu tenho vergonha de não admitir meus erros.

Enfim, hoje eu acho que sou um pouco melhor que no passado, mas espero ainda ser bem melhor. Liberdade para isso eu me dou. O direito de me transformar é algo que não deixo que me tirem ou que eu não me permita.

O mais engraçado era que esse post começou com ir pra uma direção que não tem nada a ver com o que eu escrevi, mas tudo bem: reforçar que podemos mudar é sempre bom.

Para agregar, coisas que até poucas semanas para mim eram super confusas e agora rolou umas clareadas: relações constituídas [somente] por amor, poliamor e relações abertas. Tenho discutido muito com uma amiga sobre isso e ela tem me passado bons pontos de vista. Seguem indicações de textos:

Casar por amor é uma péssima ideia (3 partes)
http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia/
http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia-parte-2/
http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia-parte-3/

Pra melhorar ainda mais o entendimento dessa coisa de casamento por amor, vale a pena ver este vídeo aqui, mas leia a descrição dele primeiro. Com meu espanhol maravilhoso, demorei uns 15 minutos pra ler, mas deu certo (são tipo 5 linhas!): http://www.youtube.com/watch?v=traUaknfR5o

Documentário do poliamor: http://vimeo.com/23988620

Sobre relações abertas: http://papodehomem.com.br/todas-as-relacoes-sao-abertas/

Confesso que eu não tenho uma clareza absoluta sobre os assuntos. Casamento por amor compreendido em um nível alto, assim como as relações abertas. O poliamor confesso que é algo que eu não ache que funcionaria com todos. E, comigo, eu nem penso! Acho que não tô preparado pra relação nem a dois, imagina a três, ou quatro, no chão #3 #Britney

Bem, é muita coisa, mas juro que vale a pena! Desconstruções, construções, reconstruções de pensamentos... quase um pedreiro de ideias!

domingo, 4 de agosto de 2013

As dores de crescer

As dores de crescer vão além das dores físicas, daquelas fisgadas que se passa a ter na coluna quando se dorme mal ou quando se exercita muito além daquilo que (não) se está acostumado.

Crescer é dolorido. Já disse Drummond certa vez: "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional". E é bem isso mesmo.

O processo de transformação para "adulto" parece ser um caminho que nunca se acaba, que nunca se é atingido, embora eu tenho certeza que não está tão longe assim. E sinceramente não sei se isso é bom ou ruim. Ainda acho mais simples se eu pudesse voltar para meus cinco anos de idade e a única preocupação seria saber qual seria o novo cartucho de Super Nintendo que eu ganharia da minha mãe.

É... infelizmente (ou felizmente), viajar no tempo (ainda?) é algo impossível. O jeito então é ir para frente.

Me deparo imaginando o que seria ser "adulto". Pontuo sempre em questões materiais e psicológicas. Nas materiais, é algo bem fácil: concluo que é (ou, pelo menos, creio que deveria ser) quando você consegue ser, de fato, independente. Na questão psicológica, eu não sei o que pensar. Às vezes acho que atingi, outras vezes eu penso que estou longe demais.

Fico saudoso com as fases antigas da minha vida, classificando-as como mais fáceis do que a fase atual, mas tenho certeza que pensarei isso na frente novamente: lá no futuro, vou olhar para o que hoje é presente, e ver o quanto a minha vida é "fácil". Se existe alguma coisa que se dá para perceber claramente é que a vida nunca fica mais fácil, muitíssimo pelo contrário.

Sendo assim, penso que a maturidade e o conhecimento são suportes para a vida. Acho que sem eles ninguém passaria da adolescência (ou pelo menos deveria ser reprovado e "estudar" a fase de novo). Tudo vai parecendo sempre mais complexo e são as experiências passadas que parecem dar bom suporte para sustentar o que vem pela frente.

Vejo isso de experiências próprias. Não poderia ser eu mesmo hipócrita de dizer que nunca me arrependi das coisas que fiz ou não as faria diferente. Muita coisa eu faria diferente. Muita coisa eu pensaria 10 vezes ou mais antes de fazer. Muitas coisas eu queria ter dito. Muitas coisas eu queria não ter feito. Mas a gente já sabe que a vida não volta. 

O que eu quero dizer com tudo isso é algo que eu já disse ali em cima: é como as experiências nos moldam, nos transformam e nos permitem ver muitas coisas que antes poderiam ser pontos cegos. Não que eu consiga enxergar todos os cenários, mas já fico feliz quando consigo fechar minha boca e meus olhos e pensar muito sobre minhas ações ou meus próprios pensamentos. É bom saber que eu não estou condicionado a ser algo para o resto da vida: que eu posso me moldar e modificar. E "remodificar". E ser uma verdadeira metamorfose ambulante.

Crescer dói bastante, mas é aquela dor de cura, aquela dor que você sabe que é pro seu bem. Crescer é aquele merthiolate que arde muito (sim, eu sou velho, da época que ardia muito!). Então, fazer o quê? Deixa doer, pois cada dia um pouquinho sara.

(As imagens do post são textos do filme "The perks of being a wallflower" ou, em português, "As vantagens de ser invisível". Sim, sou atrasado e acabei de ver o filme e, claro, chorei. A gente fica velho e fica sentimental também que é uma coisa!)