terça-feira, 5 de novembro de 2013

Você não tem vergonha do seu preconceito?

Acabei de ver este vídeo aqui embaixo! Super fofo (na maior parte)! Não fazendo o spoiler, mas sendo obrigado a fazê-lo, uma criança, possivelmente pela compreensão dos pais e familiares sobre gays me deixou um pouco triste, mas as outras crianças compensaram bastante a falha deste um.

É engraçado: ele é novinho - tenho que levar isso em consideração -, mas não consegue responder o porquê de não gostar de gays. Para mim, isso é simplesmente uma reprodução do que ele tem em casa. E, vamos combinar, preconceitos são formados assim mesmo.

E para tentar confirmar isso eu vejo o que tem por detrás da minha própria história. Minha família (considere aqui parentes de primeiro grau) sempre viveu com preconceitos bem velados. Aquela coisa de se mostrar bem bacana para todos, mas esconder um pouco dos seus preconceitos. Com relação a não heterossexuais, até mesmo pela pouquíssima convivência que todos tivemos na época que eu era criança e adolescente, seria um pouco injusto apontar qualquer falha, mas das poucas oportunidades de vivência, sempre tinha aquele famoso "pé atrás". Porém, o preconceito racial sempre foi um pouco mais "apurado". Infelizmente, cresci ouvindo famosos ditados "dos brancos" em relação aos negros. E eu tenho vergonha por eles de terem reproduzido isso. Mas tenho orgulho de ter conseguido pensar com minha própria cabeça e tenho orgulho de hoje poder repreender qualquer comentário que venha como preconceito.

Fato interessante é que, minha avó, uma pessoa fantástica e super querida por todos, que mesmo não tendo chances de ter estudado muito, sempre foi uma pessoa muito sábia. Mas, este ano, tive minha primeira discussão com ela. Bem, talvez não posso falar que foi discussão, mas eu a repreendi após um comentário racista que me surpreendeu ser proferido por ela.

Numa outra oportunidade, fui repreendido por ela por um comentário que eu não sei nem "classificá-lo". Estávamos falando sobre alguma coisa de que eu precisava fazer e ela disse que "deus irá ajudar". Eu simplesmente disse que "eu que não trabalhe para ver".

Enfim... o que muita gente entende como "vitimismo", eu entendo como forma de legitimar um preconceito. Dizer coisas como "racismo contra pessoas de pele clara", "heterofobia", "cristofobia", "feminismo como machismo invertido" etc. apenas legitima o preconceito contra pessoas de pele escura, LGBTTT's, ateus e mulheres, por exemplo. Para muita gente, parece difícil entender, mas não é: grupos que dominam há séculos e que têm o achismo da superioridade não tem o direito de se acharem superiores aos demais simplesmente porque não há superioridade quando se trata dos direitos humanos. Todos somos iguais perante a lei. E, mais do que isso, perante a natureza! Se todos estamos aqui, acho que temos o dever de zelar pelo direito do outro.

Ah, e o vídeo... (Sorry, só tem em english! E a legenda automática é horrível!)



Update:
Em Português (a legenda não tá perfeita, mas dá para entender)
http://www.youtube.com/watch?v=LQ3xWu0PB2k

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Carta a Feliciano

Não sei como iniciar esta carta. Colocar "Querido" seria demais até para mim. "Caro"? Não! "Caro", embora eu utilize para me saudar desconhecidos, no seu caso eu não poderia por dois motivos: o primeiro é que você é um velho conhecido. O segundo, e mais importante, é que você não é "caro". Você é baratinho. Uma verdadeira pechincha!

Infelizmente sei que esta carta jamais chegará até você, embora eu sonhe que um dia você digite seu lindo e gracioso nome no Google e ache mais uma de suas estripulias por lá. Infelizmente, devem haver vários resultados. Possivelmente nenhum relevante para a raça humana, mas é o seu papel, certo? Você deve ter sido destinado a isso: a ser alguém que veio trazer a tempestade. A bonança ainda ficaremos aguardando.


Não me tira a curiosidade de saber o porquê de tanto se importar com a orientação sexual alheia. Fique tranquilo, pois não vou cair na falácia de apontá-lo como homossexual enrustido. Nunca entendi a necessidade das pessoas de tentar explicar os sentimentos que você tem pelos não heterossexuais como uma forma de auto repressão. Caso você não saiba, não há somente "gays" que existem além dos não heterossexuais. Quando você expressa os seus sentimentos (que eu não sou capaz de identificá-los de uma forma muito coerente), você os expressa em relação aos gays, às lésbicas, aos bissexuais, aos transsexuais, aos travestis, aos transgêneros, aos assexuais, aos pansexuais etc.

Quando te chamam de "enrustido" ou "encubado" eu me revolto. Eu fico triste. As pessoas não são capazes de entender que os não heterossexuais, muitas vezes, são enrustidos por diversos motivos pessoais visivelmente forçados por uma sociedade historicamente heteronormalista. E eu não creio nem espero que seja o seu caso. É um pouco egoísta da minha parte, mas eu preferiria que Dancing Queen ou It's Raining Men nunca tivessem sido gravadas a ter você como alguém que compartilha a mesma orientação sexual do que eu. Não sei se fui muito claro, mas eu sou homossexual. E me sinto ofendido quando falam que você tem a mesma orientação sexual do que eu. Não que eu me sinta melhor por ter a sexualidade que tenho, mas pelo orgulho de ser quem eu sou e que você possivelmente jamais terá razões para se sentir desta mesma forma. E, não, você não precisaria ser não heterossexual para se sentir assim: só precisaria ser, em um simples palavra: humano.

Veja que estou utilizando o termo "orientação", o qual ainda é o mais usado por publicações de termo científico. Não utilizei "opção", pois espero que saiba que, assim como você, eu não escolhi qual seria a minha sexualidade. Confesso que atualmente prefiro o termo "natureza sexual", mas preferi não perturbá-lo com novas nomenclaturas para termos que possam confundir seu entendimento. Não estou, de forma alguma, duvidando de sua capacidade, mesmo sendo capaz de lembrar de todos o seu histórico recente. Apenas peço que utilize um termo, em especial, de forma correta: quando se trata de uma orientação (ou natureza) sexual, por favor, identifique-a com o sufixo -dade. Você não gostaria que utilizassem o termo "heterossexualismo" para referir à sua sexualidade.

Voltando aos seus sentimentos em relação a nós, não heterossexuais, fico me perguntando: "Por que será que somos pauta principal em tudo o que ele faz? Será que isso é coisa da mídia?". Fico pensando se você é algo fabricado para nos espantar das outras atrocidades políticas que acontecem no Brasil. Acho essa uma possibilidade bastante válida. Mas não creio que é somente isso: você tem sentimentos muito fortes além disso.

Eu fico pensando se tudo isso é resultado da sua educação de cunho religioso. Confesso não ter nenhuma fé em qualquer ser divino ou coisa assim, então fico pensando se eu sou muito fraco para não conseguir acreditar em deuses e criaturas que o poder extrapolam os limites da minha imaginação. Devo, claro, me voltar especificamente ao deus no qual você acredita que, por ironia ou não, é chamado de Deus. Simples assim. Provavelmente você não acredita ou considera a existência de outros deuses, afinal, o seu deus é correto e as palavras dele são as únicas válidas para quaisquer referências para toda nossa existência.

Creio que você acredita em tudo o que está escrito na Bíblia. Note que estou escrevendo o nome do seu livro sagrado em maiúsculo, mas não se anime: não é um grande sinal de respeito da minha parte; é apenas uma forma de tratar um livro que decidiu se dar um nome próprio. Assim como o iPhone, que não é um celular e nem pode ser escrito como "Iphone". O iPhone é escrito assim: iPhone.

Imagino que parte dos seus sentimentos com relação a nós, não heterossexuais, vem da sua interpretação sobre as passagens referentes a sodomia entre homens (não vou utilizar aqui os conceitos de sexo biológico para não confundi-lo ainda mais) ou que trata de homossexuais. É uma interpretação que, com certeza, é tido como válida por você, mesmo que seu livro sagrado tenha sido escrito por muitas mãos e em diversas épocas da história. E, claramente, não vou aqui utilizar formas de refutar seu pensamento, assim como os ateus fazem. Não se preocupe: eu não entrarei em questões como a validação da escravidão, a inferiorização da mulher, o grande e relevante milagre para toda a humanidade de transformação da água para vinho ou, a minha preferida, a história de Noé e todos os animais de todo o planeta na mesma arca.

Como eu disse, eu não quero causar nenhum desconforto por conta de sua crença, inclusive pois há muitos não heterossexuais que buscam conforto espiritual em templos religiosos. Mas, pelo o que eu entendi (por favor, me corrija, se eu estiver errado), eles não deveriam ir a templos nos quais eles não são bem vindos. E eu fico intrigado em saber se há uma lista de templos permitidos e templos não permitidos. Pelo o que me lembro, as maiores, fortes, poderosas e ricas religiões do Brasil são bastante excludentes em relação à sexualidade. Não vou entrar nesse mérito. Aposto que, mesmo você, é capaz de compreender o que estou falando, pois tem melhor conhecimento do que eu. Afinal, quem é grande briga com quem é grande. Brigar com o pequeno é covardia, embora eu reconheça que é mais fácil vencer e, conhecendo você como conheço, não se negaria a confrontar algo que não está em acordo com o seu pensamento, por menor que seja o adversário. Alguém por acaso escreveu as regras de como isso seria covardia? Não seria covardia não vencer?

Como diria aquela infame piadinha ateísta, "templo é dinheiro". Novamente, espero não ofendê-lo por isso. Todos sabemos que dinheiro é fundamental e precisamos dele para abrir caminhos. E, claro, o caminho para o céu não poderia ser diferente. E grande parte do seu trabalho é justamente direcionar quem vai seguir o caminho até o céu. Ainda bem que você tem uma visão holística e sabe que nem só dinheiro é capaz de conduzir as pessoas ao céu, mas oferendo o cartão e a senha já é um excelente primeiro passo.

Se eu tivesse apenas alguns minutos ao seu lado, embora eu precisasse muito conter todos os meus sentimentos que, ao contrário do que você sente por mim, são bem claros, eu gostaria apenas de lhe fazer algumas questões. E, para adiantar nosso processo, creio que posso já apresentá-las: Por que precisa tanto de nós? Por que somos tão importantes para você? Qual a sua necessidade de interferir nos caminhos alheios daqueles que não solicitam sua ajuda? E o seu deus... será que ele está feliz com o seu posicionamento? Será que ele aprova todos esses sentimentos que você tem dentro de si?

Infelizmente, eu jamais terei respostas suas. E, mesmo que eu tivesse, me pareceriam muito previsíveis. Eu iria esperar algo diferente de você. Colocar todas suas convicções em um livro e na sua religião me causaria uma fadiga involuntária. Me explicar que o seu deus o qual, na teoria religiosa, teria criado tudo e todos, me fez como um erro, tiraria dele sua onipotência e sua onisciência. Expor que eu cresci em um território não propício, seria injusto à minha família composta de pais heterossexuais e portadores de fé.

Felizmente, você não poder explicar o porquê da minha homossexualidade ou da ausência de fé que (não) possuo. Digo "felizmente", pois nem a ciência, que é algo em que procura respostas ao invés de proibir questionamentos consegue me informar com precisão o porquê de tudo isso. E, para mim, isso é um alívio, pois sei que, talvez um dia, a ciência poderá me dar mais algumas respostas sobre seja lá o que eu perguntar à ela. Porém, você, não me oferece nenhuma resposta. Entretanto, me convida a perguntá-lo: ¿Por qué no te callas?

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Por que eu te assusto? - parte II

Meu último texto deve ter ficado bem confuso, acredito eu. Não o li de novo. Foi escrito meio de impulso. Não de raiva, mas sim de um grito um pouco sufocado. Parece esquisito, mas cansa "ser os centro das atenções".

O fato de muita coisa ser discutida sobre os LGBTTT's (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) é cansativo para esse ser que aqui escreve e que gosta de descobrir muitas coisas, que fica entediado em pouco tempo.

Mas, por favor, não me entendam errado! Vou precisar aprofundar um pouco mais para explicar o meu ponto. De uma forma bem simples, acho que discutimos muitas coisas que, para mim, são absurdas de serem discutidas, porém, infelizmente, nossa sociedade não pensa assim.

Não que eu seja o certo, também! Não é isso! Mas é que eu fico pensando que estamos tão evoluídos para muitas coisas e tão absurdamente atrasados em outras. Temos uma história bem recente de lutas e conquistas das minorias (independente da quantidade, fazem parte das minorias aqueles são oprimidos socialmente) e, claro, isso se reflete ainda hoje. Porém, a minha cabeça não funciona muito bem analisando esse tipo de perspectiva de construção histórica lenta e gradual. Tudo parece lento demais! Mas, claro, sou obrigado a compreender que não é possível mudar formas de pensar de toda uma sociedade em um espaço de tempo curto. O jeito é deixar o tempo passar mesmo.

jerrysuperpop:

 
Vale deixar claro também que não estou colocando a culpa dessa necessidade de falar de nós LGBTTT's em cima de nós mesmos. Na verdade, não dá para apontar culpados. Somos todos nós. É inclusive simplista e generalista esperar que as pessoas que estão "inseridas" em determinadas "categorias sociais" se comportem da mesma maneira. Sei de LGBTTT's, por exemplo, que são racistas, misóginos, contra o casamento de pessoas do mesmo gênero, que despejam ódio contra os próprios LGBTTT's, além de outros preconceitos.

Mas isso não é "privilégio" dos LGBTTT's e estamos todos cansados de saber e vivenciar isso. As construções sociais e familiares de conduta direcionam nossos pensamentos e ações.

O que eu quero dizer é que na minha mente, nós poderíamos estar a anos-luz em relação aos direitos humanos, mas não estamos. E não estaremos tão cedo. Não é fácil mostrar pro mundo que as coisas mudam. Que certas coisas não podem continuar do jeito que são.

Também, é muito difícil determinar o que seria certo e o que seria errado. Se for para fazer uma definição, arrisco uma: é ter o direito de ser feliz sem impedir o direito do outro de ser feliz. Sim, é complexo, é difícil e vamos arrastar isso, possivelmente, por toda eternidade, mas quem sabe um dia a gente chegue perto de permitir a existência do direito do outro em ser feliz para também possamos utilizar o nosso direito.

PS: Como ainda é bem complicado entender as questões de identidade de gênero, expressão de gênero, orientação sexual e sexo biológico, acho válido colocar isso aqui sempre que preciso! 

domingo, 22 de setembro de 2013

Por que eu te assusto?

Resolvi a pensar pelo outro lado da situação GLBTT. Na verdade, resolvi pensar pelo lado daqueles que não aceitam que nenhuma pessoa esteja dentro da sopa de letrinhas nos quais os não heterossexuais estão inseridos sejam do jeito que são.

Por que assusta tanto não ser heterossexual? Por que é tão necessário ficar discutindo tanto isso?

É incrível essa necessidade mundial de apontar para qualquer coisa relacionada a não heterossexualidade. Parando para pensar, isso é meio ilógico. O que afeta tanto assim na vida das pessoas?

Acho que até eu já enchi um pouco disso. Discute-se muito a vida das pessoas. Não tem outra coisa para ser discutida não? Todo dia abro jornais e tem algo falando sobre a sexualidade alheia. Por que a gente não discute sobre caráter? Sobre filosofia? Quem sabe a gente não pode discutir sobre como ações individuais podem fazer algo pro bem geral.

A gente é tão atrasado! Somos Homo sapiens há tanto tempo, mas mesmo assim estamos tão atrasados! Quando a gente vai dar uma evoluidazinha? Quando que vai dar pra ser gente? Porque do jeito que tá, estamos mais para projeto. 

O bom é que, pelo menos, têm projetos mais avançados! E eu deixo pra lá os mais atrasados, que estão (erroneamente) preocupados com a sexualidade ou etnia alheia do que com o caráter (próprio).

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Por favor, goste de mim

No último final de semana, viajei com uma amiga e duas amigas dela que eu não conhecia. Essa amiga é mais velha que eu: já foi casada, tem um filho e, portanto, deveria fugir do estereótipo de amiga de viado! Bem, ela foge, em partes!

Ela é uma pessoa bem importante, não só porque saímos juntos várias vezes, mas também por conversarmos bastante e por ela conseguir me compreender bem e eu a compreender também. Estive junto dela quando, há alguns poucos anos, ela estava no processo de separação, assim como ela esteve junto a mim no meu processo de aceitação e "contação" para minha família.

O bacana é que ela nunca me olhou diferente, nunca julgou e nunca pregou nenhum tipo de preconceito. É uma daquelas pessoas que te conhecem a fundo, que sabe dos seus sonhos, que fica tempos sem se falar, mas não muda nada.

Ponto interessante foi o interesse das duas amigas dela com relação a minha sexualidade. Embora sejam pessoas bem instruídas, desconheciam algumas informações relevantes sobre a homossexualidade. Mas não entenda mal: não as culpo. Compreendo que é complicado ter informações apuradas quando se não se tem um convívio grande com o "trem" (= "coisa", "objeto") (sou mineiro, dá um desconto!) em questão ou não pesquisar bastante sobre o assunto.
Expliquei quando uma delas usou o sufixo "-ismo" que, embora muitos não concordem que o termo dê uma conotação de doença, este é um termo que sim ofende (assim como hoje ninguém deveria usar "aidético" ou "cadeirante" (neste último caso, pode ser usado "pessoa com mobilidade reduzida") e pode ser facilmente trocado pelo termo correto.

Outro ponto foi quando me perguntaram quando eu decidi ou descobri que eu era gay. Primeiramente, perguntei à elas quando elas decidiram ser heterossexuais e que não me importava com a questão que procuram de "quando" a pessoa se "torna" gay. Falei que era importante para a biologia e a psicologia isso, mas o fato é que eu sou gay e é algo que não vai mudar e, com todo o coração, posso falar que é algo que eu jamais gostaria de mudar em mim. Não me colocando em uma situação de vantagem, mas sinto muito feliz em ser como sou e, na minha concepção, poder ter mais consciência do que se passa com as pessoas que são marginalizadas por serem minorias (ou não!) pela sociedade branco-hetero-classe média-cristã-normativista. Novamente, esse é um conceito que eu tenho sobre mim, o que não quer dizer que se eu fosse hetero ou heterossexuais não possam ter a mesma ou uma consciência melhor do que a minha, o que é completamente e indiscutivelmente possível.


Bem, a viagem não serviu apenas para descansar um pouquinho, mas também para conhecer novos lugares, novas pessoas e adquirir conhecimento. O pouco de conhecimento a mais que adquirimos pode ser fundamental para quebra de paradigmas e desconstrução de preconceitos.

Mas, vou ser honesto... o que me motivou a escrever o post de hoje é esta série australiana que dá o nome ao post: Please like me é uma séria fofa, que faz viajar e que conseguiu amolecer um coração que havia esquecido de sonhar. Eu não aguento essas coisas de casal fofo porque eu me derreto. Acho que eu tava órfão disso desde que eu acabei de assistir Queer as Folk (claro que não era o casal Brian e Justin! E sim Mike e Ben! <3 ).

Portanto, fica aí a indicação que eu queria guardar só pra mim!!! Vi três episódios só hoje e já chorando que só tem mais três e depois vou ter que aguardar a segunda temporada (as fotos do post são dos episódios da primeira temporada). Prevejo alguém repetindo os capítulos da série desesperadamente. Tipo Shelter! Nunca vi Shelter menos que 12 vezes!

E já que está nesse clima amor demais, vou compartilhar minha grande paixão atual: Ed Sheeran! Sim, tô amando e sofrendo! MIM DEIXA!


Boa semana a todos! (Sério... que dia é hoje?)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Let there be love

Sim, hoje eu pulei na cadeira de tanta felicidade em ver que saiu um vídeo para a música Let There Ne Love da Christina Aguilera. Confesso que nunca fui fã dela, até Lotus. É um cd que eu amo. Como já sabem, meu gosto musical não é dos melhores, mas não ligo.

Embora eu também saiba que às vezes passo uma imagem meio pessimista de tudo, é um sistema de auto defesa ao contrário. Não friamente acreditando em horóscopos, mas podendo afirmar que eu tenho meus pés que flutuam, me situar para a realidade é uma forma de me aproximar do chão e enxergar a vida pelo que ela é, pois romantizo muito as situações na minha cabeça.

Enfim... Let There Be Love, além de divertida, traz uma mensagem boa! Tem que haver amor... sempre! E que ele se apresente de várias formas.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Quando foi?

Sinto-me um pouco estranho quando fico muito tempo sem postar por aqui. O blog é parte da minha vida, é algo que eu preciso cuidar. Parece até que é uma planta, que eu preciso sempre regar para poder viver. E esse "viver" é tanto dele quanto meu: ele precisa continuar existindo porque eu preciso dele para poder colocar um pouco de minhas palavras aqui.

É bom escrever. E é bom poder registrar. Quase que "fazer história". Bem, estou escrevendo a minha. Daqui a uns anos, vou poder fazer como fiz com um antigo blog (já desativado) que tinha: me assustar, me admirar, tentar relembrar as situações as quais vivi por interpretar algo daquela forma.

Na verdade, posso fazer isso aqui mesmo. Já escrevo aqui há dois anos! Caramba, é tempo já! E quantas fases já foram passadas durante esse tempo. O menino recém auto-aceito que começou a escrever o blog foi se modificando tanto durante esse tempo que parece ser outra pessoa. Mas não: sou o mesmo, com certeza. A questão é que eu me permito mudar. Eu permito aceitar novas ideias. Permito que meus paradigmas sejam quebrados. Permito pensar por outras perspectivas. E este sou eu. Já não mais no armário, com amigos que sabem mais da minha vida do que eu mesmo (e eu sei mais da vida deles do que eles!), feminista, com muitos e muitos pensamentos e atitudes diferentes pipocando.

Já pensei que gay deveriam ser discretos. Hoje eu acho que cada um tem que ser do jeito que é.

Já fui radicalmente contra cotas. Hoje as defendo com unhas e dentes.

Já achei que minha sexualidade não é da conta de ninguém. Continuo pensando isso, mas sei que a curiosidade é intrínseca do ser humano e que "E as namorada?" ou "Olha filho, que moça bonita.... conversa com ela!" não é algo que eu queira ouvir mais.

Já tive meus preconceitos com relação a travestis e hoje eu sou doido pra ter amigx travesti!

Já tive vergonha de falar que eu erro. Hoje eu tenho vergonha de não admitir meus erros.

Enfim, hoje eu acho que sou um pouco melhor que no passado, mas espero ainda ser bem melhor. Liberdade para isso eu me dou. O direito de me transformar é algo que não deixo que me tirem ou que eu não me permita.

O mais engraçado era que esse post começou com ir pra uma direção que não tem nada a ver com o que eu escrevi, mas tudo bem: reforçar que podemos mudar é sempre bom.

Para agregar, coisas que até poucas semanas para mim eram super confusas e agora rolou umas clareadas: relações constituídas [somente] por amor, poliamor e relações abertas. Tenho discutido muito com uma amiga sobre isso e ela tem me passado bons pontos de vista. Seguem indicações de textos:

Casar por amor é uma péssima ideia (3 partes)
http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia/
http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia-parte-2/
http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia-parte-3/

Pra melhorar ainda mais o entendimento dessa coisa de casamento por amor, vale a pena ver este vídeo aqui, mas leia a descrição dele primeiro. Com meu espanhol maravilhoso, demorei uns 15 minutos pra ler, mas deu certo (são tipo 5 linhas!): http://www.youtube.com/watch?v=traUaknfR5o

Documentário do poliamor: http://vimeo.com/23988620

Sobre relações abertas: http://papodehomem.com.br/todas-as-relacoes-sao-abertas/

Confesso que eu não tenho uma clareza absoluta sobre os assuntos. Casamento por amor compreendido em um nível alto, assim como as relações abertas. O poliamor confesso que é algo que eu não ache que funcionaria com todos. E, comigo, eu nem penso! Acho que não tô preparado pra relação nem a dois, imagina a três, ou quatro, no chão #3 #Britney

Bem, é muita coisa, mas juro que vale a pena! Desconstruções, construções, reconstruções de pensamentos... quase um pedreiro de ideias!

domingo, 4 de agosto de 2013

As dores de crescer

As dores de crescer vão além das dores físicas, daquelas fisgadas que se passa a ter na coluna quando se dorme mal ou quando se exercita muito além daquilo que (não) se está acostumado.

Crescer é dolorido. Já disse Drummond certa vez: "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional". E é bem isso mesmo.

O processo de transformação para "adulto" parece ser um caminho que nunca se acaba, que nunca se é atingido, embora eu tenho certeza que não está tão longe assim. E sinceramente não sei se isso é bom ou ruim. Ainda acho mais simples se eu pudesse voltar para meus cinco anos de idade e a única preocupação seria saber qual seria o novo cartucho de Super Nintendo que eu ganharia da minha mãe.

É... infelizmente (ou felizmente), viajar no tempo (ainda?) é algo impossível. O jeito então é ir para frente.

Me deparo imaginando o que seria ser "adulto". Pontuo sempre em questões materiais e psicológicas. Nas materiais, é algo bem fácil: concluo que é (ou, pelo menos, creio que deveria ser) quando você consegue ser, de fato, independente. Na questão psicológica, eu não sei o que pensar. Às vezes acho que atingi, outras vezes eu penso que estou longe demais.

Fico saudoso com as fases antigas da minha vida, classificando-as como mais fáceis do que a fase atual, mas tenho certeza que pensarei isso na frente novamente: lá no futuro, vou olhar para o que hoje é presente, e ver o quanto a minha vida é "fácil". Se existe alguma coisa que se dá para perceber claramente é que a vida nunca fica mais fácil, muitíssimo pelo contrário.

Sendo assim, penso que a maturidade e o conhecimento são suportes para a vida. Acho que sem eles ninguém passaria da adolescência (ou pelo menos deveria ser reprovado e "estudar" a fase de novo). Tudo vai parecendo sempre mais complexo e são as experiências passadas que parecem dar bom suporte para sustentar o que vem pela frente.

Vejo isso de experiências próprias. Não poderia ser eu mesmo hipócrita de dizer que nunca me arrependi das coisas que fiz ou não as faria diferente. Muita coisa eu faria diferente. Muita coisa eu pensaria 10 vezes ou mais antes de fazer. Muitas coisas eu queria ter dito. Muitas coisas eu queria não ter feito. Mas a gente já sabe que a vida não volta. 

O que eu quero dizer com tudo isso é algo que eu já disse ali em cima: é como as experiências nos moldam, nos transformam e nos permitem ver muitas coisas que antes poderiam ser pontos cegos. Não que eu consiga enxergar todos os cenários, mas já fico feliz quando consigo fechar minha boca e meus olhos e pensar muito sobre minhas ações ou meus próprios pensamentos. É bom saber que eu não estou condicionado a ser algo para o resto da vida: que eu posso me moldar e modificar. E "remodificar". E ser uma verdadeira metamorfose ambulante.

Crescer dói bastante, mas é aquela dor de cura, aquela dor que você sabe que é pro seu bem. Crescer é aquele merthiolate que arde muito (sim, eu sou velho, da época que ardia muito!). Então, fazer o quê? Deixa doer, pois cada dia um pouquinho sara.

(As imagens do post são textos do filme "The perks of being a wallflower" ou, em português, "As vantagens de ser invisível". Sim, sou atrasado e acabei de ver o filme e, claro, chorei. A gente fica velho e fica sentimental também que é uma coisa!)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O papa é pop - parte II

Então o papa veio e causou no Brasil, o país da hipocrisia.

Não quero me estender demais. Quero simplesmente dar minha contribuição na internet sobre o todo o contexto das mais variadas estórias que vêm ocorrendo.

Primeiramente, não critico a pessoa "papa". O papa Francisco I não é a questão aqui, mas coloco-o dentro do contexto da Igreja Católica, instituição religiosa a qual ele é a instância máxima. Um escolhido do deus cristão, que precisa até de votação por parte de mortais para ser escolhido. Ponto para a hipocrisia. E, lembrando, somente mortais do gênero masculino podem votar. Segundo ponto.

Não quero me alongar nos meus e seus recursos para a vinda dele que, literalmente, viraram lama. Não quero discutir sobre a multidão de duas ou três milhões de pessoas que tiraram a bunda do sofá para correr atrás dele. Tá ~serto~! Esperar por uma intervenção divina é mais prático que lutar para mudar o Brasil. Sim, essa é a impressão das pessoas que lá estavam. Muitos, óbvio, saíram às ruas para mudar o país, mas o gigante dormiu, vamos fazer preces para ele acordar.
Sobre as pessoas da Marcha das Vadias, a história foi complicada. A destruição de objetos sagrados pelos católicos causou comoção. Uma palavra para isso (uma velha conhecida): hipocrisia.

O corpo da mulher não é sagrado para a igreja. Os direitos homossexuais não é sagrado pela igreja. O uso da camisinha não é sagrado pela igreja. As religiões pagãs não são sagradas pela igreja.

Não se pode hoje falar mal do passado da igreja, das suas torturas sobre aqueles que não respeitavam a sua postura. Isso é passado, certo? Pois é... mas a igreja continua "queimando pessoas na fogueira" quando é misógina, homofóbica, contra a ciência.

Não estou fazendo proselitismo do humanismo secular, mas sim pondo uma discussão sobre as coisas. Engolir algo pronto é muito fácil. Preparar, muitas vezes, sem saber a receita, é o que é difícil.
Infelizmente, precisamos usar quase que literalmente o ditado popular: quem com ferro fere, com ferro será ferido. Não seria necessário ~chocar~ com um beijo, se o respeito fosse instituído. Não seria necessário quebrar nada "sagrado", se o respeito sobre o corpo fosse sagrado. Não seria necessário discutir, se o plano espiritual ficasse no espiritual e não avançasse nos campos das políticas, das relações intrapessoais e interpessoais.

Enquanto a moralidade e a dignidade intrínsecas dos serem humanos forem algo menos percebíveis, discutidas e avaliadas que um livro velho, não vai ser só galinha que vai precisar chocar para conseguir tirar algo de dentro dela e mostrar pro mundo.

domingo, 14 de julho de 2013

Sim

Eu sou uma pessoa especialista em reclamar. Claro que já foi possível perceber isso por quem já leu pelo menos um dos meus textos. Mas é algo que eu pretendo (e preciso!) mudar.

Não que eu não tenha motivos para reclamar, mas também não dá para viver assim. Eu não faço de propósito, na verdade: eu tento expor aquilo que me incomoda, que me deixa para baixo. Seria isso reclamação? Muito possivelmente sim, né?

Eu falo principalmente da minha vida profissional porque é o que me detêm praticamente 100% e é a que precisa ser arrumada também. Eu não vou reclamar aqui, apenas expor: infelizmente, como eu já disse outras vezes, nosso país dá muita pouca importância para a educação, para área de humanas em geral. Quem precisa de arte, ensino, filosofia, viagens, sociologia, antropologia, investimento em bem estar social e no trabalho se temos agronegócio e outras áreas que "produzem".

Enfim... vendo toda essa mobilização no país e tal, me faz refletir bastante sobre tudo. É com tristeza que eu concluo que o país, por enquanto, não tem jeito. E não, eu não estou sendo pessimista: estou sendo realista. Justifico meus pontos:

Embora eu veja uma grande movimentação de pessoas realmente querendo mudar tudo, grande parte da população que até se acha engajada nas mobilizações e até participaram, não estão prontas para as mudanças porque elas precisam mudar elas mesmas. Muitas pessoas são corruptas e não no sentido político da coisa. São corruptas na vida, mas não se dão conta. Não percebem o quanto elas fazem errado.

Bem... eu já nem sei qual é o assunto principal do post! Minha mente passa por tantos caminhos que eu viajo! Mas tentando voltar a mim, vi hoje um site com algumas dicas para lidar com ansiedade. Vamos combinar que boa parte do stress é causado pela ansiedade, então peguei algumas dicas. Quem quiser conferir tb, clica aqui. Achei ótima uma dica de leite com limão! Deve ser tenso, mas eu vou tentar! hahaha

A questão é... chega uma hora na vida (#aqueles) que temos que sair da inércia. Somente "ir" não dá mais. Tem que fazer acontecer. E é isso que eu acho que falta em mim. É isso que eu despertei e que tá na hora de começar a fazer. Deixando isso aqui registrado para lembrar e me cobrar de que nada vai para frente se eu não levantar e caminhar em alguma direção, embora eu não saiba exatamente qual é o caminho. Acho que a melhor maneira é ir em frente e ver o que tem lá.

Então, daqui pra frente, sem mais "não" na cabeça. Botar um SIM nos olhos e ver a vida se abrir pra mim...





UPDATE:
Acabei de ver esse texto aqui. É tão humanas! É de rir (pra não chorar...)!

Gente de humanas que faz um monte de coisa que não dá dinheiro

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Quarter-Life Crisis

É bem isso que eu sinto: Quarter-Life Crisis (ou Crise de 1/4 de vida).

Nada muito a declarar. O post é exatamente o que sinto agora. http://www.buzzfeed.com/jessicamisener/10-signs-youre-having-your-quarter-life-crisis

Na verdade, agora, neste exato momento, tudo o que eu sinto é dor de cabeça e stress. Nada muito ruim para 03:10 de uma quinta-feira.

É... quem disse que viver é para os fracos, né? Ser o espermatozoide vencedor (ou o óvulo fecundado, dependendo do ponto de vista) é cansativo. O jeito é caminhar tentando entender e descobrir o caminho. Já que conseguimos o fogo, tem mais é que deixar queimar, queimar, queimar, queimar...


quinta-feira, 4 de julho de 2013

E daí eu descubro...

... que eu sou fã de música country desde criancinha! #SóQueNão

Brinks... tive minha fase de gostar de Rascal Flatts. E acho q foi a única coisa country que eu gostei. Bem, tem gente que ama aquela menina country que eu juro que esqueci o nome agora, mas ela é tão legalzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

Hoje eu achei esse moço aí do vídeo aí embaixo. Parece que ele tem só uma música, mas tudo bem! E eu juro que eu curti a música e não só o boy! hahaha É muito músculo pro meu gosto! (Cadê os fofinhos?!). Então vamos lá, ladies and gentlemen: singing All-American Boy, Steve Grand!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O riso dos outros e a "ditadura" do politicamente correto

Muitas pessoas acham que estamos a caminho de várias ditaduras. E isso não é só do boom que tivemos há poucos dias. Óbvio que essa ditadura prometida, por conta das repressões do governo, é uma coisa da direta para colocar medo nas pessoas, deixando que suas grandes mídias continuem a formar opinião. Mas não entrarei no mérito da questão.

Se for para passar por um ponto de revolta que seja esse: hoje, o Brasil "ganhou" a Copa das Confederações. Pagando bem, quem não "ganha", né? Ano que vem, SE tiver Copa aqui, vamos "ganhar" de novo. Parabéns para a política Pão e Circo.


O importante são as imagens de ilustração neste post. Fica aqui meu orgulho e meu agradecimento às boas almas que fizeram isso! Que orgulho de saber que realmente existem pessoas que querem mudar o país.

Bem... voltando ao que seria o principal assunto do post, indico o documentário abaixo. Sugiro que separe um tempo e veja, pois é muito interessante. Faz refletir sobre como tratamos da nossa "liberdade de expressão" e sobre como lidamos sobre as referências sobre várias coisas que temos hoje, incluindo, claro, o humor.

Deixo aqui meu profundo carinho e repeito por aqueles que estão no documentário e eu já conhecia mais profundamente o trabalho: Laerte, Lola e Jean Wyllys. Fica também meu respeito pela Ana Maria Gonçalves, Mariana Armellini e Antônio Prata.

Infelizmente, deixo também meu repúdio contra várias pessoas neste documentário, incluindo Rafinha Bastos e a indigesta Marcela Leal. Ela, em especial, obtive uma ânsia de vômito imediata. Não conhecia o trabalho dela. Verifiquei o documentário e outros vídeos dela e pude ver o quanto é pobre de intelecto e baixa em suas considerações. Fazendo de spoiler do documentário: piadas não são somente piadas. São reflexos de pensamentos. E ela realmente é repugnante.

Para mim, "politicamente correto" é algo que deve ser constante, pois pode ser traduzido como "respeito". Vale lembrar que as piadas são sempre direcionada a alguém ou alguma coisa. Muitas vezes (a maioria das vezes!), claro, direcionado às "minorias". Vale lembrar que as "minorias" (ou seja, tudo além de "homem branco heterossexual cristão da classe média") não são minorias.

Bem... vale a pena dar uma olha e conferir. Olha aí:

 

Excelente semana para tod@s!

sábado, 29 de junho de 2013

Mostre seu orgulho. Compartilhe seu amor.

Ontem foi o dia internacional do Orgulho LGBTT e Youtube fez um vídeo muito legal sobre isso. Vale a pena conferir!

 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cowboy

Só porque eu amo essa música! <3
  
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

(R)EVOLUÇÃO

Queria eu escrever um texto sobre isso hoje, mas estou cansado hoje, então vou me resumir.


Como sabem, o Brasil está saindo às ruas, não só para protestar contra o aumento de R$ 0,20 na passagem de ônibus em São Paulo, mas estamos despertando para toda a situação social do nosso país.

Estamos em crise. Não financeira: mas crise moral, crise de direitos humanos, crise intelectual, crises.

Cansamos de engolir nossa mídia-lixo, com Globos e Vejas como grandes representantes. Cansamos de sermos roubados. Cansamos de ter nossos direitos negados. Cansamos de pensar que futebol pode sustentar uma nação.

E pra mim, como uma boa piadinha, temos que a Justiça de Minas Gerais proíbe protestos durante a Copa das Confederações. Coitados. Mineirada vai ferver com o trem!

A "revolução" não é paulista: é brasileira! A gente não pode mais com isso! Não merece e não vai ter!

Reacionários, peguem suas malas e partam de volta para a idade média!

When Boy Meets Boy

Posso amar esse clip e essa música?


Obrigado pela indicação, piá!

domingo, 9 de junho de 2013

Devo aplaudir seu machismo?

Ontem, durante uma palestra, fiquei muito chateado com a colocação do palestrante. Uma pessoa instruída, uma pessoa que você olha e fala que "ele é o cara".


Pois bem... a vida, a vida é uma caixinha de surpresas. Embora não se possa cancelar nenhuma parte do sucesso do sujeitos, colocações que ele fez me deixaram intrigado.

Ele pontuo que é importante ser bem sucedido e apontou alguns caminhos (para quem tem boas ideias e um bom capital para investir!) e comparou a vida de uma pessoa "sem sucesso" com uma pessoa "de sucesso" utilizando o alvo do machismo: as mulheres, claro.

Disse que uma mulher vai se "encantar" por um homem não só pelo "papo" dele, mas também por outros motivos. E esses motivos incluem ele ter uma boa aparência e bens materiais. Segundo suas constatações, "um homem tem mais chances de dar bem com uma mulher se tiver um belo carro para apresentá-la, pois papo só não resolve".

Todos riram. Eu não.

Eu sempre acho que faço o papel do chato da estória. Talvez seja mesmo. Mas talvez seja porque eu não concordo com essa "mercantilização" não só das mulheres, mas das pessoas.

Não estou aqui sendo hipócrita e dizendo que conforto não é necessário, mas palavras ditas não voltam atrás e elas ferem. As pessoas precisam sim de segurança, mas será que é um belo carro que vai te oferecer isso? Todos os sentimentos agora são "capitalizáveis"?

Tenho algumas amigas feministas que se sentiriam muito ofendidas e, acredito, até sairiam de lá, pois realmente é triste, degradante e por transformar mulheres em produtos.

Na verdade, acho que não tem que ser feminista para achar isso ridículo. A ignorância e o preconceito são democráticos: atingem a todos. O bom é que pensamentos mudam. Quem sabe a gente descobre que para ser "de sucesso" precisamos mais que um belo carro. Começar por respeitar as pessoas já é bom começo, né?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

I don't know

Tá, eu amo Olly! Mas né... nunca tinha parado para ouvir (ou traduzir! English sdds!) as letras.

Então... encontrei essa música! Lembro de um post q eu queria uma música que traduzisse um pouco de mim. Bem, essa traduz muito. Boa parte de tudo.

Divirta-se. Ou choro. Hahaha


domingo, 2 de junho de 2013

Orgulho de ser imbecil

Sim: im-be-cil! Eu sei que tem várias outras palavras para descrever, mas para quê? Uma imagem não fala mais que mil palavras? Então, vamos à imagem:


Essa é uma imagem que não tenho adjetivos para classificá-la. Ela fere muito. Sério que eles não pensam na pessoa que foi agredida dessa maneira? Não sentem o mínimo de altruísmo?

Mas vamos lá... um comentário lá pra baixo...


Por que detestar uma pessoa por conta da sexualidade dela? Por que achar que ser hetero é ser imbecil? Por que fundamentalistas "falam" gritando até na internet? (óbvio que esse texto GRITANDO eu não fiz nem questão de ler. Começou com "Se a igreja..." eu já desconsiderei. Javé (o deus cristão), Allah (o deus islâmico), Shiva (um deus hindu), Afrodite (uma deusa grega), dentre outros deuses das 10 mil religiões do mundo NÃO entram na discussão.

Então... querido hetero orgulhoso, você NÃO precisa ser babaca para ser hetero. Essas palavras não são sinônimas. 

E também ser gay não é querer você! Se enxerga!

É muito bom conhecer vários heteros de boa e que sabem que não faz diferença nenhuma a pessoa ser gay ou não. Uma coisa que as pessoas parecem se esquecer é que caráter é a coisa mais importante de uma pessoa.

Tenha sim orgulho de ser hetero, assim como eu tenho orgulho de ser gay. Mas, antes de tudo, tenha orgulho de ser humano, de ser uma pessoa do bem. Se você "só" tiver orgulho de ser hetero, então tenho más notícias!

domingo, 19 de maio de 2013

Movimento Gai

Porque nem só de filosofias, devaneios e indignação vive este coração aqui. Risadas são sempre bem vindas:

 

Espelhos


Acho que eu estou em transição. Achi que estou virando adulto. Ou estou virando um chato. Ou talvez é uma fase. Todos têm?

E eu não sei se isso é bom ou ruim. Eu tenho ficado mais exigente. Gostado mais de curtir minha casa, meus amigos, uma boa conversa. Minhas séries, meus álbuns. Uma olhada para o céu quase sem estrelas da cidade iluminada.

Balada às vezes é bom, mas cansa. Às vezes, prefiro ficar só, viajando nos meus pensamentos.

E também ficar assim... com a mesma música tocada diariamente tocando novamente no replay.

Ok, estou ficando chato, mas talvez não seja tão ruim assim.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O brado retumbante (momentaneamente) suprimido retumbando felicidade!

Hoje rolou um grito. Ainda que sufocado, visto que ambiente de trabalho não é local para isso (embora às vezes eu berre, o que é fato!), a seguinte notícia trouxe uma felicidade imensa:


Hoje não foi o dia da turminha barra pesada do contra. Não foi o dia dos reacionistas. E espero que eles não tenham mais nenhum dia. Que não tenham voz. Que não nos obrigue a ouvir tantas barbaridades que saem de suas bocas.

Hoje foi outro dia que o amor venceu. Um dia que dá esperanças para várias pessoas. Um dia que eu posso, enfim, me orgulhar um pouco do meu país.

Para aqueles que ainda não podem casar por motivos óbvios (me entende???), deixa a vida ir. Bom saber que podemos contar com este direito, mesmo que ele não possa ser usado agora #nãotáfácilpraninguém. Mas pra quem pode... casa, gente!!! (e convida pra festa!!!)






=)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

You can't break a broken heart

Porque às vezes se sente que nada dá certo... que não se tem para onde correr... que se está cansado demais para viver seja lá o que vier... que se necessita de um abraço de alguém que vai dizer que "está tudo bem, vai dar tudo certo", mas não se tem.

Eu espero que esse espaço sempre traga algo positivo. Mas não é possível esquecer o lado humano. O lado que sofre. O lado que falha. O lado que perde as esperanças até reencontrá-la. O lado que está partido (não por parte de alguém, diga-se de passagem). O lado que sabe que falta algo a ser preenchido, mas entende que tudo há seu tempo.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Humano

Eu queria escrever alguma coisa aqui, mas acho que hoje eu estou com bloqueio. Ou não. Eu sei que quando eu começo a escrever é difícil parar. Acho que tenho uma coisa chamada "prolixidade". Ou talvez seja porque eu falo muito mesmo e aqui é um espaço de falar!

Mas deve ser porque eu sou prolixo mesmo. Uma vez uma professora disse isso. Tudo bem que eu não havia entendido muito bem o que era isso na época. Um menino da sexta série ser chamado de prolixo é algo que era difícil para entender: eu não sabia o que "prolixo" significava. E, mesmo assim, naquele mesmo ano, consegui um 98% no final do ano. A professora de português disse à minha mãe, na ocasião, que não me deu 100% para os demais colegas não acharem ruim. É... pois bem... um dia eu fui bom em português! Quem diria! Mas ok, não sou tão bad assim! Eu ainda consigo não sofrer escrevendo "concerteza" e "agente" (= nós), por exemplo.

Tá vendo a prolixidade do garoto? Não falou nada com nada. Não chegou ao assunto. E, para falar a verdade, hoje não tem assunto. Assuntos aleatórios na mente fazem pensar em absolutamente nada. Ou em tudo. E a cabeça fica uma bagunça. E nada é pontuado. Tudo fica flutuando. Será que é normal com todos ou só eu tenho esses momentos em que penso em tudo, sendo que nada faz sentido e parece não ter conexão?

Enfim... procurei uma música para esse momento para resumir a situação, mas não achei uma que traduzisse tudo. Bem, encontrei uma que traduz um pouquinho. Bem longe ainda do que é. E muita coisa que não estou pensando. Ou não. Eu não sei! Sou humano! Mas, se alguma parte da música faz sentido, é a segunda estrofe (Tia da escolinha [6ª série é tia ainda?]... eu não lembro se é estrofe que fala, mas vai que é!)


HUMAN, Darren Criss
I feel like a loser, I feel like I've lost.
I feel like I'm not sure if I feel anything at all.
But believe me, I'm not helpless, I just need someone to love.
So my situation's rough, but that just makes me a dumb human, like you.

I feel like a short-stop, along thirdbase.
I may just help you but I still don't like your face.
But believe me, I'm not hostile, I just want to hear you laugh.
When I'm sarcastic like that, that just makes me a dumb human, like you.

Why do I have this incredible need to stand up and say, please pay attention?
It's the last thing that I need to make myself seen, well that ain't my intention.

I feel like an artist, whose lost his touch.
He likes himself in his art, but not his art too much.
But believe me, I've got somethin', I just don't know how to say
That I'm just fine with the way, with the way that I'm moving,
But that just makes me a dumb human,

That just makes me,
That makes me a human, like you

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Vida, devolva minhas fantasias

Resolvi parar. Dar um tempo. Descansar.

Sim, eu tenho sido muito chato. Na verdade, politicamente correto talvez. Talvez, não sei nem o que.

Eu tô cansado de pensar. Cansado de lutar. Cansado de ficar me esquentando com a ignorância alheia. Cansado de me estressar por algo que parece que só cresce: intolerância.

Não aguento mais abrir os jornais e ver os absurdos desse país. Desde o padre que foi excomungado por ir contra aos princípios segregativos e intolerantes da igreja, passando por projeto de cura gay e chegando aos estratosféricos valores da já perdida copa do mundo que tem custado mais de 10 vezes ao valor inicialmente projetado. Não estou afim de procurar o valor correto, mas é algo por volta de 110 bilhões de reais.

Obrigado, Brasil. Você está vencendo. Está me fazendo perder qualquer esperança que eu tinha dentro de mim. Tirando qualquer vontade que eu tinha de construir uma vida no "país do futuro". Hoje eu estou me sentindo uma pessoa que não tem terra amada, que não tem para onde fugir.

Só posso concluir que eu sou o índio americano e nossos governantes e fundamentalistas religiosos são os europeus. Eles querem acabar comigo. E eu, preocupado demais em ser feliz, não percebi que o espelho trago como presente quebra e fere.

Hoje, pela primeira vez na vida, preferiria ser compatriota do Maradona do que do Pelé.

UPGRADE (not update!) - como a música do KLB é muito ruim mesmo, fico com a da Kátia, a cega:

sábado, 27 de abril de 2013

HOMOFOBIA - NÃO FAZ SENTIDO!

Segue aí o vídeo do Felipe Neto contra a homofobia. Mandou bem! A única ressalva fica por conta do termo "práticas homossexuais" que ele usa!

Porra, Felipe! Sério? Ninguém por aí sai falando "práticas heterossexuais". E também seria difícil descrevê-las, assim como dizer o que são "práticas homossexuais".

Entendi o que seria isso, mas vamos trocar isso aí por "homossexualidade"? Eu não fico "praticando" coisas gays: eu sou gay e vivo assim. Não faz diferença a minha condição sexual.

Vi os comentários que estão surgindo sobre o vídeo e, claro, são doentios. Por isso, vale uma lista das coisas que eu não entendo:

1. Por que algumas pessoas heterossexuais que parecem viver simplesmente para fiscalizar a vida amorosa alheia, principalmente utilizando a religião como motivo:


2. Por que, geralmente, os homofóbicos destroem a Língua Portuguesa (alguns comentários ESPLÊNDIDOS que acabei de retirar do vídeo abaixo):

3. Por que as pessoas utilizam do argumento que "gays se casando vão acabar com a família" ou "gays adotando crianças vão transformá-las em gays". Oras, vamos lá: meus pais são heterossexuais. Era para eu ser heterossexual, não? Os meus amigos gays, incrivelmente, também são filhos de heterossexuais. Se um casal, hetero ou gay, o qual os dois são negros, de olhos castanhos e canhotos, adotarem uma criança branca, de olhos claros e destra, com a convivência, ela passará a ser negra, de olhos castanhos e canhota?


4. Por que ateus (que não acreditam em divindades, incluindo o deus cristão) acreditam na existência de Jesus (que ao invés de proporcionar a paz estava mais preocupado em transformar água em vinho para seus convidados):


Aí, perguntam: se Jesus nunca existiu, como explicar a existência da bíblia? Bem, se Harry Potter nunca existiu, como explicar a existência de livros sobre ele? Se Sherlock Holmes não existiu, como 58% dos ingleses acreditam na existência dele? Como 23% dos ingleses acreditam que Churchill é um personagem fictício? E como foi te contar que não era papai noel que te levava os presentes de natal?

5. Como qualquer pessoa no mundo consegue/se permite bloquear a existência de conhecimento a partir de milhares de publicações científicas feitas durante vários milênios (pelo menos 5 mil anos!) a respeito de tantas coisas sobre o universo para acreditar em um livro no qual não existe NENHUMA referência da  existência dos fatos que estão escrito lá? Porque, por favor, se você acreditar na história da arca que juntou TODOS OS ANIMAIS DO MUNDO EM UM MESMO LUGAR num barco menor que o Titanic, de abrir um mar com um cajado ou que se você tiver um escravo, você chicoteá-lo e ele morrer só no segundo dia e você está salvo do pecado:

 

Ah, é... o vídeo!


Se for acreditar em alguma coisa, acredite em VOCÊ
 e na sua capacidade intrínseca de respeitar as pessoas.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Papai e papai

Ok, eu cheio de lágrimas nos olhos escrevo este post. E hoje, pelo menos, é por conta de coisa boa.

Uma reportagem do iG me deixou emocionado de verdade. É tão bom ver algo assim que eu não sei como pode haver alguém contra.

Mas, novamente, o amor venceu. O ódio, o preconceito e a intolerância hoje não serão vistos, não serão admirados perplexamente.

Parabéns para o André e o Angelo. E que sejam muito felizes juntos aos delicinhas do Jonathan e da Valentina.

Vejam a reportagem:



domingo, 21 de abril de 2013

Vida inteligente




(Terra no Universo observável: porque, dentro do quinto maior ou quarto menor planeta do Sistema Solar, você é importante demais e tem que fiscalizar a vida alheia!)

Eu não me lembro quando havia vida inteligente na Terra (com "T" maiúsculo). Isso porque eu não acredito nas coisas que vejo, leio etc.

Acho que a humanidade ainda não conseguiu chegar no seu ponto mais alto de elevação. E na verdade, acho que nunca vai chegar, porque sempre haverá alguma coisa a melhorar.

Eu fico atônito com coisas idiotas como as palavras e ou sentenças escritas para encontrar este blog. Coisas como "orgulho de ser hetero" ou qualquer outra coisa blábláblá "hetero" tem surgido. Eu fico com uma só questão na cabeça: QUE DIFERENÇA FAZ NA SUA VIDA ALGUÉM SER GAY? A teoria machista (talvez real) de que "é bom que sobra mais mulher" não faz sentido? E você, mulher? Você consegue ser homofóbica? Me diga como é achar que você pode fazer um gay virar hetero e querer você! Por que se preocupar com quem as pessoas gostam, se esta pessoa não é você? Por que ser delegado(a) da vida afetiva de outras pessoas? Por que achar que pessoas deveriam ou querem ser "convertidas" a heterossexualidade, como se isso fosse algo especial?

Outra coisa imbecil é o não entendimento de questões absolutamente básicas, como o caso do casamento.Vejo pessoas discutindo que não aceitam o casamento gay porque a igreja não aceita! PELAMOR de RuPaul! Casamento é um direito constitucional e não tem nada a ver com o casamento religioso! Qual a dificuldade das pessoas em entender isso? Precisa ter o QI de Einstein para isso? Acho que não, visto que eu entendo isso e tô muitíssimo longe do QI dele!

Eu não lembro de quando todas as pessoas se preocupavam em trazer alegria uma para as outras, mas lembro das pessoas se preocupando de pessoas do mesmo gênero se beijando. Não lembro de quando as pessoas gostavam uma das outras e se ajudavam, mas lembro das pessoas se segmentando, excluindo pessoas que elas julgam inferiores a ela. E, infelizmente, lembro das pessoas sendo assassinadas e tirando suas próprias vidas. E não é porque são homossexuais, mas sim porque é difícil viver com as pessoas te julgando e não te apoiando.


Sério? Até quando vai ter isso? Quando chega à Terra vida inteligente para nos salvar? Porque sério... não pode ser chamado "ser dotado de inteligência" alguém que é a Rachel Sheherazade.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Moçx, você é gay e homofóbicx!

Uma das coisas que me chateiam bastante é ver na internet e, mais triste ainda, na vida real, inclusive com pessoas do meu convívio, a falta de conhecimento e entendimento sobre as condições sexuais não-heterossexuais.

Obviamente, não sou especialista em questões de identidade de gênero e afetividade, mas tenho (pelo menos acho que tenho!) um bom senso de altruísmo.

Por conta disso, fico chateado quando vejo gays homofóbicos. Sim, você sabe que existe isso. Muitos gays não gostam de gays que "parecem" gays, que se vestem de uma maneira "gay", que falam de uma forma "gay" e que utilizam o termo "gay" para referir que algo não é considerado bom nos padrões que eles julgam ou por acreditarem que os gays "gay" podem passar uma imagem que não os representa.


Não me agrada referir a algo como "gay" para diminuí-lo ou tratá-lo como inferior. Não me agrada ouvir de um gay como outro gay deveria ser (Entende-se aqui em relação aos trejeitos do indivíduo. Obviamente eu não vou discutir sobre questões de comportamento social que são esperados das pessoas socialmente, independente da condição sexual).

Penso nisso porque nos últimos dias eu ouvi ou li frases como (todas expressas por gays):

1. "Gay que quer ser mulher tem que apanhar mesmo"

2. "Não tinha que ter passado no Jornal Nacional o caso da Daniela Mercury. Não acho que é um fato jornalístico"

3. "Falar do Feliciano só dá mais ibope para ele. Tinha que ignorar isso"

As conclusões que eu tiro desses casos são as seguintes:

1. Talvez a frase mais imbecil e que menos tenha coisa a falar. A falta de conhecimento e respeito com relação a quem tem trejeitos considerados mais femininos (e nem por isso deixam de ser homem!) é absurdo. E mais absurdo ainda é em relação aos transexuais.

2. Futebol, Rock in Rio, casamento de Ronaldo fenômeno com Cicarelli, Carnaval, vinda de pinguins na costa brasileira e muitas outras coisas não me parecem fato jornalístico. Se em um lugar onde se noticia sobre um casamento de celebridades não puder falar de uma cantora de destaque nacional assumindo sua relação homoafetiva, principalmente por conta dos destaques políticos dos últimos meses, eu acho que deveria cancelar a exibição do jornal. ("Artur"... essa é uma crítica que eu te fiz pessoalmente e você falou que eu não te fiz mudar a opinião. Não estou colocando isso aqui para deixá-lo irritado, mas para mostrar um ponto de vista que eu tenho sobre algo e que espero as pessoas possam compreender. Como te falei, foi algo que eu realmente não esperava de você vir uma opinião contra isso simplesmente porque é algo que você considera mais uma fofoca do que um "fato jornalístico". Mas, como te disse, espero que esse não-fato jornalístico, possa ter entrado em muitas casas e ter feito as pessoas pelo menos refletirem sobre isso). Por isso sugeri este texto.

3. Complementa um pouco do 2. É fato que isso dá sim mais ibope para o infeliz e possivelmente mais votos na próxima eleição, mas ignorar as falas e ações dele com certeza não é a melhor coisa a se fazer. Ignorar algo que possa incomodá-lo ou machucar muitas pessoas pela qual você deveria ter um pouco de altruísmo, não me parece uma coisa muito inteligente a se fazer. E deve falar que concordo bastante com a fala da atriz Letícia Sabatella

"Feliciano é uma bênção de Deus, porque enfim as coisas vão acontecer em relação a homossexualidade, ao preconceito. Ele tem uma moral tão nazista, arcaica e egoísta, que está servindo para parecer o horror disso tudo. As pessoas estão se manifestando, assumindo suas relações. É um mal que vem para o bem”.

Com a minha convicção ateísta (não acredito no deus cristão, e assim como você, não acredito em Allah, nem nos deuses indianos, nem nos deuses nórdicos, nem no deus polinésio e nem em vários outros! Ou seja, acredito em um deus a menos, apenas! Logo, meu caráter é social e não religioso! AINDA BEM!), eu só acho que seria desnecessária essa "bênção". Assim como várias outras.

De qualquer forma, fico imaginando e fazendo a minha parte para um mundo melhor. Espero que um dia a imaginação seja bem real.


Texto recomendado (porém não para pessoas de "fé inabalável"): 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Esplêndido sol

Eu não sou psicólogo. Na verdade, até pensei em ser, mas hoje acho que não. A mente humana é complexa demais para os meus desejos de conhecer só um pouquinho de cada coisa. Eu prefiro minhas "pesquisas empíricas". Prefiro observar, sentir e tirar minhas conflituosas conclusões, que sempre vão mudando. Ou não. Às vezes sou um pouco inflexível para as coisas, principalmente para aquelas "verdades absolutas" que eu coloco na cabeça. Pouquíssimas coisas são assim na minha cabeça (pois acho que muita coisa pode mudar muito), mas algumas coisas não.

Uma coisa é o sentimento de preconceito. Sim, as pessoas podem mudar, podem não ter mais os preconceitos que tinham. Mas, de qualquer forma, é uma imbecilidade imensa. E é bom se uma pessoa tem noção que ela pode mudar isso; que ela pode se "recuperar" dos seus julgamentos equivocados.

Jogando isso para os dias atuais, temos vários exemplos. Começando por um antigo e completamente imbecil: o preconceito com relação ao tom de pele (me recuso a usar o termo "raça"). Eu seria um imbecil se falasse que o preconceito ocorre, majoritariamente, de todos os tons de pele. Obviamente que os que possuem tom de pele escuro são os sujeitos receptores do preconceito. No Brasil, vivemos uma falsa igualdade em relação à isso. Ainda hoje, depois de quase 125 anos da Lei Áurea, vivemos resquícios do tempo da escravidão. Falo isso porque eu vivi (e talvez ainda viva) isso. Os fatídicos ditados "não faça serviço de preto" ou "preto quando não caga na entrada, caga na saída" ainda existem.

A mesma coisa vivemos nós, não heterossexuais: não somente por conta de ofensas verbais, mas também físicas. Muitas vezes ouvimos palavras que jamais precisariam ser ditas saindo da boca das pessoas que amamos. Muitos de nós apanham na rua por beijar na rua.

Outro exemplo é por conta da religiosidade ou não religiosidade: os não cristãos são ofendidos, verbalmente e fisicamente.

Será que é melhor ficarmos calados e fingir que os preconceitos não existem? Será que a solução é simplesmente ignorar a existência de sentenças que ferem, de violências físicas e psicológicas? Será que devemos nos calar e permitir que (in)Felicianos da vida controlem o país e façam um Brasil no qual a bíblia é a constituição, os negros sejam extraditados para a África, índios evangelizados, homossexuais tratados em clínicas de recuperação e Jesus Cristo seja o Senhor?

Pois é: este é o Brasil que está sendo construído. É o país que prefere crescer a taxa do PIB; crescer o montante desviado para ilhas fiscais; crescer o número de templos para salvação de almas a partir doações "opcionais compulsórias" de parte dos salários. Este é o país que não está preocupado em investir em pessoas; que não pensa em investir em saúde, segurança pública, educação. Afinal, é mais fácil controlar a população do sétimo país mais rico do mundo sendo sexagésimo sétimo no índice de educação no mundo.

Talvez a maior parte dos problemas do Brasil vem da educação, mas não só isso. Sinto as pessoas fragilizadas, sinto que perderam a vontade de viver. A ganância de parecer ser melhor do que são faz com que as torne mais medíocres. As pessoas parecem não ter forças internas de se sustentar, de viver para elas mesmas. Precisam de explicações ilógicas, irracionais e espirituais para viverem. Precisam de pessoas para conduzi-las a caminhos que não deveriam seguir; não querem mais descobrir por elas mesmas.

Vivemos hoje sob uma cortina que ofusca o verdadeiro sol e isso parece não incomodar, porque é cômodo deixá-la lá. Parece fatigante buscar retirá-la. Parece que ser fantoche dá menos trabalho que ser humano. 


Que pena! A vida é mais interessante para quem põe os pés no chão e sente as pedras e, mesmo doendo os pés, segue todo o caminho sem medo de ser feliz. E sem medo de ver o brilho do sol.