terça-feira, 24 de julho de 2012

What Has Happened...

Vale a pena acessar... 



What Has Happened Since New York Legalized Gay Marriage













... porque felicidade é contagiante!!!

CinderFella

Hoje, almoçando com uma amiga, ela reclamou que eu tenho falado muito que minha vida está ruim. Portanto, ela reclamou que eu tenho estado reclamando demais ultimamente. Enfim...

Bem, é verdade. Entrei num ciclo de que nada tá bom: vida profissional, vida amorosa (SDDS, isso é existe? PFVR, não!) e vida de republicano... tá tuuuuudo ruim! Ou seja, tá difícil!

Maaaas... a questão não é vir aqui reclamar também! Ela me encheu de filosofias "O segredo" e é pra eu "chamar" coisa boa. Como um verdadeiro dramático, isso vai demorar ainda algumas semanas. Aguardemos ir embora...

Nessas reclamações todas, eu disse que o que eu preciso é casar! Hahaha... meio que sóóóó ganhei um banhaço de água fria, com um comentário do nível que "casamento não resolve problema; muito pelo contrário: só aumenta". Eu, lindamente, disse que era pra deixar eu ser a Cinderela feliz! Por favor, vou cortar a parte que ela falou que era pra eu perder meu sapatinho e eu literalmente joguei meu tênis pela rua afora! Às vezes, me dou medo!

Enfim... achei esse vídeo aqui... da CinderFella. Pra variar, em inglês, mas vamos sentir a 'emossão', neh?!



A gente é pobre, não tem amor, não tem dinheiro, mas tem músicas das divas e vinho! Até rola felicidade! 
; )

domingo, 22 de julho de 2012

Amy and me

O piá Artur me fez lembrar que amanhã faz um ano que a gente perdeu o que, para mim, era a voz mais incrível da atualidade.

E nada como ter uma música-tema para o sentimento de hoje...


Rola uma trilha mais feliz amanhã? ; )

quarta-feira, 4 de julho de 2012

165


165 homossexuais assassinados no primeiro semestre de 2012

"Já chega a 165 o número de gays assassinados no Brasil, no primeiro semestre de 2012, conforme levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga entidade de defesa dos homossexuais do País. O número é 28% maior do que o mesmo período do ano passado."

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E daí que foram 28% a mais de assassinatos. Foram 165 mortos! Números são frios, são ridículos.

Não foram 28% a mais de vidas que foram acabadas. Foram OUTRAS 165 vidas que se acabaram pelo ódio.

Foram 165 vidas que deixaram de existir e outras tantas que sofrerão para sempre por causa disso.

O que é para eu sentir? É para eu torcer que a porcentagem caia 15%? Ou devo me indignar e a partir do meu amor e do meu respeito mostrar para o mundo que o errado é quem odeia?

Mais uma vez, morro mais um pouco isso. Sofro porque poderia ser eu ou você que está lendo. E sempre manteremos aquele pensamento de que "não é comigo". Até quando?

Então que seja

Recebi o comentário do Arthur. Um comentário que, na verdade, eu esperava. Eu sei que não sou muito claro nas minhas falas, às vezes. Ou talvez, realmente, alguém discorde da minha opinião. Por favor, não estou achando isso errado. Isso, na verdade, é uma das diferenças do ser humano: poder questionar as coisas. Não vou entrar em detalhes sobre isso, porque também não saberia fazer isso. É tão mais psicológico, antropológico, sociológico do que meu pequeno conhecimento sobre o assunto pode apontar.

Quando eu questiono sobre as religiões, eu aponto o que elas fazem aflorar no que é pior no ser humano. Desculpe-me novamente, mas infelizmente, novamente infelizmente generalizando, as religiões estão mais preocupadas em se fortalecer e controlar a mente humana do que de fato ligar o indivíduos aos seus seres divinos.

Quando aponto meu descreio e minha impugnância em relação as religiões e aqueles que utilizam dela para alienar, eu não estou demonstrando ódio ou rancor, coisas que eu, muito especificamente eu, acredito realmente não ter. Mas esse sentimento que tenho é de pena, de lamentação, de dó. Ou talvez seja um sentimento que ainda não tenha nome. Ou talvez seja ódio e eu realmente não saiba. Mas é um ódio por ver coisas e não aceitá-las, porque embora moral e ética sejam socialmente construídas, eu não consigo entender como alguém pode odiar algo ou alguém por ser da forma que é.

Permito-me viajar: é como odiar o céu por ele ser azul; ou odiar a pedra por ela ser rígida; ou odiar o sol por ser quente demais. Entendo que não são comparações tão ideais, mas é assim que funciona. Como será que se sentiu um negro quando não podia ser livre simplesmente por conta da sua cor de pele? Ou como era para as mulheres não poderem votar por serem mulheres? E como será que é não poder andar de mãos dados com o seu namorado por você também ser homem? Como é ser julgado por um deus todo poderoso que te fez e te odeia pelo fato de você ser do jeito que ele fez?

Faz algum sentido?

Se é ódio que tem dentro de mim é um ódio pelas pessoas me disserem que eu sou diferente e que devo morrer por causa disso. Se é ódio, é por ser julgado como um filho do demônio e o todo poderoso bondoso me queimar e não me salvar por eu ser do jeito que sou. Deve ser ódio o que eu sinto quando eu vejo milhões de pessoas se matando por não serem aceitas e não se aceitarem do jeito que são. É rancor não ter o direito dentro do meu próprio país de todas as demais pessoas têm, mas eu não.

É rancor isso? É ódio? Ou é um sentimento de que não sou obrigado a aceitar quando mais de 60% dos brasileiros dizem que são contra o casamento homoafetivo. É um sentimento de não querer que as pessoas que vierem pela frente vejam os gays como a dois séculos atrás as pessoas viam os negros neste país.

Olha como nós somos miseráveis. Tenho que me recorrer a uma história no mínimo ridícula e absurda para apontar o que temos hoje. É ter que mostrar que não quero no futuro que as pessoas se julguem pela sua condição sexual assim como fizeram (e, infelizmente, ainda fazem) pela cor. É sério que isso é querer demais?

Eu não quero ódio ou rancor, nem quero admiração e o gostar das pessoas: eu quero respeito. Desculpe o termo, mas assim como eu respeito quem se aliena dando seu salário para a Igreja, eu espero que respeitem aquele que dá o cu para quem ele achar que deve. Isso são escolhas individuais, então portanto, não é dá minha conta gostar ou deixar de gostar de nada, mas é da minha conta quando eu sentir o ódio e saber que eu ou qualquer um podemos sofrer por conta da ignorância do outro.

Se for para chamar de ódio ou rancor o fato de não aceitar que as pessoas me qualifiquem como doente, pervertido, não merecedor da vida ou seja lá o que for, então que seja.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Verdades sejam ditas

Brasil: país da hipocrisia. Desculpe-me. Aliás, eu peço perdão à "terra mãe" que não tem culpa dos filhos que tem. Eu jamais terei de ter um orgulho imenso do país que nasci, onde cresci e pretendo morar a minha vida toda, possivelmente. É um país maravilhoso, mas, infelizmente, está lotado de pessoas que muito dificilmente encontrei uma palavra no Aurélio que vá traduzir o que quero dizer.

A nova do país do falso-moralismo e ignorância é a  "cura gay". C-U-R-A G-A-Y. É até muito engraçado pensar isso. Pensar em mudar algo intrínseco da pessoa caracterizado como doença é algo bem interessante. Façamos terapias para que nossos olhos deixem de ser castanhos e passem a ser azuis. Façamos terapia para passarmos a entender física quântica. Façamos terapia para entender a cabeça de quem não é capaz de entender nada.

Qualquer condição sexual além da heterossexualidade, embora algo que não se possa ser ainda explicado pela medicina (do mesmo jeito que ainda não comprovam se chocolate causa acne ou não!), não é uma doença pro motivos óbvios, mas não vou apontá-los. Acho que qualquer pessoa com o mínimo de capacidade intelectual pode citar pelo menos um bom motivo.

Uma coisa que me deixa muito atônito é uma pessoa que estudou psicologia e realmente acredita numa "cura gay". O que eu posso dizer, no mínimo, é que essa pessoa tem um caráter muito duvidoso e uma péssima percepção de sua própria profissão. Logo, é um péssimo profissional. Não há como não ser imparcial com gente assim: são abomináveis, sujas, nojentas.

Uma coisa que acho bacana de boa parte dos brasileiros é a cara de pau natural. Um verdadeiro dom! É incrível a existência desse. E vamos combinar... e vamos discutir algumas verdades desse nosso país tão injusto e falso.

O mesmo ser humano que diz querer proteger sua família é aquele que vai lá e trai sua esposa/seu marido. E aquele outro que prega o amor de deus, ser supremo, onipresente, que tudo vê e analisa, é aquele que rouba o dinheiro das pessoas para comprar sua mansão nos Estados Unidos.

Enfim, tomando um grande risco aqui eu falo: religiões são um lixo! Sim, generalizando! Por favor! Elas não existem para unir as pessoas, mas segregá-las. É só enxergar! Mas ninguém vê! Tá todo mundo preso por sua grande e poderosa muralha! As pessoas não vêem um ser que rege o mundo - elas vêem alguém que dita o que fazer ou deixar de fazer.

Se há lógica no que falo... vamos lá! Quem são os protestantes brasileiros (ou evangélicos)? Geralmente pessoas de baixa renda, que buscam a salvação e que fazem um teatro abominável dentro de seus templos! Católicos? Pessoas que rezam sempre pedindo algo!

Sei muuuuuuuito bem que muitos terão ódio da minha visão, mas não tá dando pra ficar calado. Eu não suporto ter que ouvir que eu sou errado por ser quem eu sou! Errado é ter esse ódio ridículo, infundado. Um ódio que é plantado. Já não tenho paciência alguma. O que sentir quando alguém fala que é errado ser do jeito que é? Será que é legal ouvir que é imoral, indecente e errado aos olhos do grande e todo poderoso senhor que se você for gordo, magro, bonito, feio, alérgico, gay?

Meus caros religiosos... caso pensem que ser gay é errado e que eu pagarei por ser assim e por dizer coisas tão infames sobre o seu todo poderoso, por favor... colha seus frutos, do mesmo jeito que eu planto os meus e os colherei. Quem planta merda, não espere querer colher maçã verde. ADIVINHA? Você vai colher merda! Plantou ódio? Pois é... colherá mais, beeeeeeeeeem amargo...

Eu não criticando aqueles que acreditam ou não em Deus. Só se lembre que existe Buda, Shiva, Zeus, Osíris... estou criticando aqueles que me falam q ele disse q eu não posso ser assim! Acreditando num livro escrito há 2000 anos! Ah, me poupa! Se Branca de Neve que foi escrito em 1812 está todo desconfigurado da história original, realmente dá pra acreditar que um livro de 2000 anos? 

Blasfêmia! Sim, muita! Simplesmente porque acredito que caráter é formado! Todo ser humano é capaz de distinguir o que é certo e o que não é! Não é um livro que vai precisar me dizer isso. Desculpa, mas é assim que funciona. E também não vai ser uma psicóloga que vai mudar minha condição sexual, com a qual estou confortavelmente feliz. Ao contrário da mesma, que deveria se odiar por ser tão [espaço reservado para uma palavra nova da língua portuguesa que remete-se a uma pessoa muito infeliz, desprovida de inteligência suficiente para discernir o que é certo e o que é errado, e vai simplesmente continuar a ter uma vida miserável devido à sua própria ignorância].