domingo, 24 de junho de 2012

Piratas!

Picture não é nova, mas acabei de ver e já saíram arco-íris e potes de ouro da minha boca...


Tem coisa melhor que ser feliz?!

...e quando preconceito é intrínseco?

Oi pessoal! Bom tempo sem postar, apesar de terem vindo muitos assuntos que eu quisesse abordar e que, obviamente, já sumiram da minha cabeça sagitariana que sempre tem mais pensamentos do que capacidade de absorver todos eles.

Enfim... vi isso algumas vezes essa semana, apesar de obviamente ver isso quase sempre, mas ainda me assusta: preconceito intrínseco.

Gays que têm preconceitos em relação a outros gays e a si mesmo. Entendo e não entendo... é bem complicado isso. Uma vez que preconceito é algo culturalmente construído, isso parece ser mais fácil ser explicado.

Se você é criado numa cultura preconceituosa em relação aos outros indivíduos, muito possivelmente você vai seguir isso. Mas cultura, também, é algo construído, logo você DEVE construir a sua própria.

Eu não suporto a ideia de um gay achar que é "feio" dois homens ou duas mulheres se beijarem em público. Não tenho muito o que discutir sobre isso! Não faz sentido. Fazer em casa, no motel, em qualquer lugar escondido pode, mas na rua não?

Não suporto menos ainda a ideia que alguns têm que crianças não podem ser criadas por casal gay. Porque, afinal, sofrerão muitos preconceitos. Claro! Óbvio. Aqueles que são gays filhos de pais heterossexuais não sofrem preconceitos. Aliás, é até difícil entender como um filho de pais heterossexuais se torna gay, porque isso é coisa de filho de gay ser gay, certo?

Quem é gordo demais, magro demais, cabelo ruim demais, feio demais, bonito demais, simpático demais, feliz demais e tantos outros "demais" nomeados pela sociedade não sofrem preconceito? 

Bem... não sei como o preconceito pode ser extinto se a própria pessoa que o sofre o internaliza. Antecipadamente peço desculpas para utilizar esse fato histórico absurdo, mas que infelizmente faz parte da nossa história, mas imagina se as pessoas de cor negra (raça [pra mim] = de cachorro) tivessem preconceitos internalizados? Acredito que não teriam lutado pela liberdade e até hoje estaríamos naquele triste, deplorável e ridículo fato histórico.

E com gays também é assim. Se a sociedade continuar a apresentar-nos como inferiores  a  "heteronormalidade", ainda se vai achar que o que está errado é conosco. Desculpe-me, mas não! Eu não sou inferior e não vou JAMAIS me sentir assim. Não mais. Não será o dono da padaria, o pastor da igreja evangélica, o presidente do país, o papa ou qualquer ser humano (ou não humano) que vai me falar que eu sou inferior a qualquer outra pessoa neste mundo (ou em qualquer outro) porque eu gosto de garotos ou garotas. Quem eu beijo ou deixo de beijar não define meu caráter e pronto.

Eu sei que de vez em quando aparece uns perdidos aqui no blog. Alguns pais aparecem aqui quando descobrem que seus filhos são gays. A famosa pesquisa no Google "o meu filho é gay" surge e não sei como eles param aqui. Será que esses pais conseguem entender que ser gay não é errado/doença/perversão ou sei lá mais o quê? Não é filosofia de vida, não é modinha, não é ser do contra, não é querer aparecer, não é querer acabar com a vida de ninguém?

Uma verdade é que você jamais vai sentir a felicidade ou a tristeza do outro na mesma dimensão que ele sente. Jamais isso acontece. Então um pai, uma mãe, um irmão, um amigo nunca, jamais, conseguirá sentir as alegrias ou sofrimentos de uma pessoa. É intrínseco isso. Mas as pessoas são sim capazes o suficiente para entender que o sofrimento dói e que o preconceito dói muito. Ver que alguém pensa que um casal homossexual não pode beijar em público ou adotar filhos não dói só em quem poderia fazer isso, dói em todos aqueles que pretendem fazer isso um dia.

Não sei se tem outra solução para o preconceito senão começar a ser abolido por aqueles que o sente. Eu faço a minha parte. Acho que todas as formas de amor e carinho são válidas. Amar é muito mais interessante do que ser do contra. E eu pretendo dar muito tapa na cara da sociedade. Quero quebrar muitos queixos. Mas a intensão não é fazer isso para provocar: é só ser feliz sem precisar esconder nada.

Lembre-se que hoje, para as mulheres votarem, alguma teve que ir lá e mostrar que queria. E a coisa é assim mesmo: alguém tem que enfrentar para que todos tenham os seus direitos. Então faça a sua parte também. E eu não tô falando para sair em público beijando ou adotando filhos, mas sim entenda que errado é achar que algo é errado porque a maioria diz que é. Se o ser humano tem a capacidade de discernir as coisas, é porque ele é capaz de ter moral. E como ter moral se se priva alguém de fazer alguma coisa que é "permitida" para outras pessoas?

domingo, 10 de junho de 2012

Born This Way

Amei a foto! s2

Posso sim!

Oi! Tô fazendo a Ximbica, então voltei! (Tu sabe quem é Ximbica, né?!) Essa aqui, ó! Esse é o mais novo sucesso de Ximbica!

Nuuu... tô super devendo resposta pro Vini que pediu conselhos para declarar pro boy magya, pra ver se vira namorado! Enfim... espero que já tenha virado! \o/

De qualquer forma, eu não teria nem noção! Eu sou muito desajeitado para várias coisas, incluindo questões do coração! Certeza que esse é só um dos pontos porque eu sou sozinho! Mas enfim... boa sorte pra quem tem um periquito pra chamar de "meu".

Beeeeeem... tava eu vagando pela net (ao invés de estudar, para variar). Éis que me declaro com um blog interessante, mas que meio que me assustou neste post. Para quem não sabe, eu tenho um pequeno problema em aceitar opiniões até que me provem que eu estou errado e/ou confirmem a veracidade e/ou aplicabilidade delas. Maaaaas... nesse caso do blog citado, eu não concordo e não tem Darren Criss pelado na minha cama me chamando de "meu nego" que vai me fazer mudar de ideia.

Super compreendi a posição do autor do blog em relação preconceito que as crianças filhas de homossexuais podem passar, mas não concordo com o discurso dele. Sim... eu não conheço nenhum homossexual que tenha filhos (quero dizer... casal homossexual, pq enrustido... ó!), mas vou utilizar um argumento que no século passado também era abominável: filhos de pais de cor de pele diferentes (porque, repitam com o tio: "quem tem raça é cachorro!") também era mega discriminados.

Obviamente não concordo porque everybody aqui tá cansado de saber que um dos meus maiores sonhos é ter um filho. Como auto-psicológo que sou, sei que além de ter alguém para dar meu amor e cuidar com a minha vida, é muito suprir o que eu não tive com aquele que teve participação especial na minha "produção". Vou descaradamente evitar o termo "pai" porque "pai" para mim é quem dar amor incondiciona, que te ensina o que é certo e errado e o que, obviamente, eu tive - só que umas 3 milhões e setecentas e quinze vezes da minha mãe. Então, recorrendo ao lugar comum, mamãe foi pai, mãe, amiga, etc e etc.

Sim... tenho muita vontade de poder ajudar alguém a ser uma pessoa melhor e que, consequentemente, traga um mundo melhor. Parece viagem, mas é real isso. O fato de você não invejar ninguém, querer ser feliz sem agredir ninguém são alguns fatores que ajudam a criar um mundo melhor. Não acho que um mundo melhor é só construído de caridade... meio utilizando Adam Smith, a busca pelo bem individual acaba gerando o bem comum (ok que não foram essas palavras que ele usou, mas dá pra entender, né? Né?). Acho que fazendo o bem para nós mesmos sem ferir ninguém é um ponto para construir um mundo melhor.

Bem, como eu salvei o texto que escrevi a dois dias atrás e não tenho nem noção do que eu escrevi, só declaro que tenham ótimo sábado de madrugada all by yourself (tipo o meu!).