sábado, 24 de março de 2012

Um país rico é um país sem... hipocrisia!

Hoje foi um dia totalmente perdido. Um dia que não precisava ter existido. É simples: nada de produtivo foi, de fato, feito. Talvez o que tive de produtivo também foi suprimido por uma discussão irrelavante. Peço desculpas por usar aqui como um espaço de desabafo, mas é bom ter um lugar assim.

Contextualizando a história: eu liguei para minha mãe e queria falar com ela, saber como as coisas estão. Tivemos uma breve conversa e no meio disso tudo ela começa um papo de que algumas pessoas estavam dizendo a minha melhor amiga não presta. Eu de não faço nem questão de saber quem são essas "algumas pessoas". É incrível como as pessoas gostam falar da vida alheia; como fofoca é muito necessária na vida de pessoas vazias. Eu fico com pena da minha mãe porque quem convive com gente podre, vazia, e não se dá conta disso, fica do mesmo jeito.

A minha amiga talvez seja uma das pessoas mais transparentes que conheço: ela não esconde o que ela é e o que ela faz, e isso, para a "sociedade", é terrível.

A grande questão não só de cidades do interior, mas de todo o Brasil é: está tudo bem você ser do jeito que é, desde que você seja branco, da classe média, heterossexual e cristão. Não se pode ser aqui nada além disso. 

Não seja negro ou oriental, homossexual, bissexual ou transsexual, agnóstico ou ateu, magro demais ou gordo, no Brasil. Não seja portador de síndrome de Down, não seja pessoa com mobilidade reduzida. Não seja nada diferente do padrão "branco, heterrossexual, cristão", porque senão você será vítima de bullying, de preconceito.

O Brasil vive a hicrisia do país da felicidade. De fato, é sim um país feliz, mas hipócrita, corrupto e está muitíssimo longe de alcançar a fatídica promessa brasileira, de ser "o país do futuro".

Qual país consegue se desenvolver se a mentalidade dos seus habitantes não faz o mesmo? Do que adianta mostrar pro mundo que é a 6ª economia do mundo se na educação é o 88º?

Eu tô cansado das pessoas julgarem sem conhecimento. Estou cansado de pessoas que olham a vida dos outros e esqueçem de ver a delas? Tô sinceramente cansado de ser tratado de um jeito e quando viro as costas as pessoas falarem de coisas que elas não tem o mínimo grau de instrução para falarem.

Creio que pessoas assim fazem isso por conta de uma infelicidade e vazio muito grande em suas vidas. Para isso existem psicólogos! Então, se eu pudesse falar com alguém assim é dizer para procurar um profissional que os ajudem, porque, sinceramente, eu não tenho culpa das pessoas serem tão ridículas. Eu estou preocupado demais em conseguir coisas boas para mim para preocupar com a vida alheia.


Assim, logo eu concluo: eu sou uma péssima pessoa e faço questão de ser. Porque eu não quero saber da vida alheia, nem quero que me contem. Não quero compartilhar da opinião comum. Não quero ser o padrão de ninguém. Não quero e nem sou obrigado em acreditar naquilo que as pessoas acreditam. Eu tanto não presto que eu uso meu tempo para cuidar de mim, egoísticamente, ao invés de pensar no próximo (e o que inventar para falar mal dele!).

Já disse Adam Smith em 1776: "as ambições individuais servem o bem comum.", ou seja, cada um cuidando de sua vida, já é um ótimo caminho. E assim a gente vai...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Eu escolhi ser gay*

Mais uma vez eu perco alguns minutos (na verdade, horas) de sono lendo coisas. E estas coisas não são muito construtivas, não são coisas que vão me acrescentar na minha profissão, mas, de qualquer forma, acrescentam muito a partir de uma visão crítica e, geralmente, bem contrária.

É incrível como muitas pessoas conseguem obter a façanha do impossível: terem níveis de Q.I. negativo. Eu, sinceramente, não consigo pensar de outro modo. Certas pessoas não pensam? Não tem o mínimo grau de raciocínio?

Isso tudo é por isso aqui: uma reportagem absurdamente ridícula que eu encontrei pelo Homorrealidade. Basicamente, a Associação de Capelania Evangélica Hospitalar está recorrendo a alguns meios (inclusive uma pedição online) para as pessoas os socorram da perseguição LGBT (uma "tradução literal" minha - sugiro que leiam a reportagem para entender melhor).

Eu queria entender como as pessoas podem ser tão absurdamente ridículas. Não cabe mais ficar falando que a homossexualidade (eles utilizam -ismo porque acreditam que é doença ou distúrbio) não é um problema, seja ele biológico, mental, sexual, que seja! PROBLEMA eu chamo quem tem na cabeça a merda de falar algo assim.

É uma questão que não sai da minha cabeça: O QUE DE BOM PODE CONSEGUIR PARA SUA VIDA UMA PESSOA QUE BUSCA A DESGRAÇA DO OUTRO? Juro que não faz sentido para mim. E nunca fará. Não compreendo e sei que jamais irei compreender, mesmo que se alguém explicar. Não faz sentido acabar com a vida de alguém só porque eu não gosto da pessoa. Para mim, a pessoa que se vire, que colha aquilo que plantar. Pagar sempre acaba pagando. Como e quando é o que menos me importa. E foda-se. Eu não preciso ficar esperando a pessoa se ferrar. É aquilo de "quem com ferro fere, com ferro será ferrido". E, muitas vezes, o ferro é aquele mesmo que a própria pessoa usou. Ela mesmo vai se queimar.

Eu não quero entrar agora em questões profundas de religiões, inclusive porque isso é muito aberto para mim. Eu não quero ferir aqueles que tem uma religião e acreditam em não em um ou vários deuses. Eu não acredito num deus comumente personalizado pelas pessoas. Eu acredito sim em algo maior, e eu chamo isso de natureza e, portanto, o poder dela. E não é porque eu não acredito naquilo que a maioria das pessoas acredita que eu tenho que sair batendo nas pessoas dizendo que elas são anormais por acreditar em algo que eu nunca vi, não conheço e não acredito.

Nesse mesmo sentido, eu não saio batendo na maioria hetero que gosta de beijar mulher, pratica que eu não prefiro fazer. Não saio batendo em sergipanos porque eles tem o menos estado do Brasil. Não xingo a minoria desse país que tem acesso a um plano de saúde. Nem, ao menos, saio espancando os filhos da puta que ficam sentados (em locais onde deveriam representar a população) roubando dinheiro, sem parecer importar que boa parte das verbas poderia salvar a vida de 14 milhões de brasileiros que convivem com a fome diariamente. Eu não sei como uma pessoa que "ganha" a sua vida ilegalmente em cima da desgraça alheia pode conseguir colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo.
Enfim... o post ficou tenso demais, eu sei, mas é o preço que a gente por ter Q.I. acima de 0, certo?

Para vocês da Associação de Capelania Evangélica Hospitalar, da bancada evangélica anti-LGBT, homofóbicos, racistas, preconceituosos em geral, o meu sincero VÃO SE FUDER (sem conotações sexuais e/ou referente a prazer). O seu ódio e seu preconceito só me fazem querer ser mais gay*!

* Gay = feliz, digno, honesto, límpido, sem preconceitos, sem vergonha de ser quem é (uma vez que não é vergonha alguma amar), com Q.I. positivo.

Só para completar esse post, um texto light e inteligente. Afinal, Escolhi ser gay. (ps: o texto tem uma ótima definição de gay!)


Para quem achar que essa música não faz muito sentido: para mim, além de fazer um bom sentido na questão política brasileira, faz um bom sentido ainda sobre as pessoas que não tem mais nada que fazer nas suas vidas mais miseráveis que um ser humano é capaz de imaginar e só sobrevivem dessa mediocridade para, além de só atrapalhar a vida alheia, não trazer nada para suas próprias vidas. Do fundo do meu coração, o meu sentido mais negativo profundo que posso sentir: minha dó pela sua vida infeliz construída e administrada por você mesmo.

sábado, 10 de março de 2012

Bora namorar?

E em mais daquelas conversar com meu amigo do Refugiando, ele me apresenta um vídeo de um padre meio moderninho, coisa que a gente não tá muito acostumado.

Ele ensina a como arrumar um(a) namorado(a). Sim, um padre falando isso!

Enfim... o resumo da ópera é a seguinte (Fonte: Não Salvo):

Livre-se do ditado que namorado e namorada não se arruma na noite
Procure nos lugares certos
Quem fica com todo mundo, acaba ficando sem ninguém
Cuidado com a maneira que você se veste
Evite sair só com pessoas encalhadas
Tenha resolvido sentimentos passados
Tenha outros objetivos a não ser arrumar alguém
8º Tenha foco. Não saia atirando pra todo lado
Lembre-se que ninguém é responsável pela sua felicidade
10º Busque conhecimento o equilíbrio

Para mim, é um vídeo cômico. E pior ainda... faz sentido!

Então, para você, que possa estar encalhado não namorando no momento, vale a dica aí. Vai que Jesus opera opera um milagre, né, colega?




PS sobre religiões e afins:

embora isso mereça um post especial, falar de religião é sempre difícil, e dá pra dizer que temos isso num patamar de preconceito/assuntos que não devem ser tratados no mesmo nível da homossexualidade (por favor, não usem o sufixo -ismo!!!). Eu sou agnóstico e também já sofri preconceito por causa disso. Já passou da hora das pessoas respeitarem as opções/orientações/condições/escolhas/crendices dos outros. Se não faz mal para ninguém, pra mim tá ok!