terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pink Toes

Eu já escrevi aqui sobre minha imensa vontade em ser pai, simplesmente porque sei que, como é de praxe falar, é um amor incondional e algo que com certeza quero na minha vida.

Por isso, acabei vendo no blog Nossa Família Colorida, que tá linkado aqui à esquerda, um depoimento fantástico e emocionante da Nanda sobre seu filho Benjamin, ou melhor, Marina.

Não vou adiantar o post... prefiro que vejam. É lindo. Eu sinceramente não tenho muitas palavras para isso. E ele está bem aqui.

sábado, 27 de agosto de 2011

Eu Confesso...

Bem, eu acho que eu não vou confessar nada! Talvez confesso que eu gosto daquele site com esse nome: euconfesso.com. De vez em quando, eu passo lá para ver alguma coisa. Gosto de ler as confissões. Já vou direto no link "gay" do Eu Confesso e viajo por lá.

Claro que não leio tudo que está lá. E sobretudo passo longe daquilo que eu espero mostrar nesse blog, que nem todo homossexual é pervertido ou cheio de futilidades. Eu não sei se somos ou não a maioria desse jeito e tenho a plena consciência que não saberei nunca mesmo. Mas de qualquer forma, o "moreno gostoso afim de `sei lá o que`" com certeza é uma confissão que não tem nada a ver com o que eu busco quando me divago por lá...

Eu gosto de ler sobre aqueles que tem algo a me acrescentar. Aqueles que eu possa entender o que se passa, ver os conflitos e, porque não, as coisas boas que acontecem na vida de cada um.

Mas eu queria falar mais sobre uma coisa que talvez o blog Crianças Abusadas me fez pensar mais profundo sobre isso. Primeiro queria explicar que esse blog está relacionado a vários tipos de abusos, ok? Por favor, não o compreenda errado! Por isso eu aconselho lê-lo! Outro blog que me fez pensar bem nisso foi o Papai Gay. Esse post então foi especial.

Voltando para o Eu Confesso, o que me chamou atenção nessa última temporada de visitas foi a presença de várias confissões de adolescentes gays se descobrindo. E isso acaba tornando um mix de sentimentos. Passa por solidariedade, medo do que muitos pensam e chega a ser até engraçado quando volto lá atrás na minha adolescência e me vejo passando mais ou menos pelas mesmas coisas.

Eu não sei se o nível de abertura que se tem hoje, que eu acho que pelo menos parece um pouco maior do que eu tinha na minha adolescência nos anos 2000 ajuda alguma coisa. Também vejo em comunidades do Orkut, sobretudo nas de música, que hoje parece haver uma abertura melhor e mais consciente da sexualidade pelos adolescentes. Mas com certeza muitos ainda estão passando por muita coisa.

Eu acho isso interessante porque eu me lembro bem como era sofrer calado sem saber o que se sente! Sem saber quem é você e sempre ver sendo apontado pela família, pela sociedade e pela mídia que ser daquele jeito é errado. Porque ser gay é ser aquele estereótipo consagrado!

Eu já disse isso, mas de qualquer forma falo novamente: eu não posso culpar a existência desse estereótipo, já que é ele que está lá nas ruas dando sua cara a tapa. Eu, mesmo já num processo de deixar a porta do armário aberta, deixando que quem quiser veja, não sou parte daquele estereótipo de fácil reconhecimento. Portanto, de certa forma, numa situação muito mais confortável.

Assim como esses adolescentes, eu também passei (e ainda passo, para certas coisas!) pela minha jornada espiritual de aceitação. Talvez o que eu mais precisasse fosse um abraço sincero de quem me entendesse e eu pudesse confiar. Mas a vida nem sempre é assim. Eu não tinha referências. Eu me tinha. E poder falar que desde o tempo que se toma consciência que algo que não é tido como "normal" pela sociedade e nem por você naquele momento, aos 12 ou 13 anos, e passar por uma jornada imensa de repressão, de enganos, de fuga, de ódio de si mesmo, de pensamentos loucos de acabar com aquilo tudo, e por fim, simplesmente acordar quase dez anos depois e pensar "eu sou assim e vou ser feliz assim" é uma sensação imensamente gostosa.

Isso é meio Lady Gaga demais, mas nisso eu tenho que concordar: o nosso desafio é compreender que nós somos especiais do jeito que somos. E como eu sei que passam alguns adolecentes aqui, e o que vale também para todos aqueles que se permitem e que permitem aos outros também serem felizes, fica isso: seja como for, você é especial! E merece e vai ser feliz! Essa é a função de viver. As pedras que vêm no caminho... a gente junta e faz um castelo feliz com elas!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Respondendo a resposta

 Gente... seguinte... tava "respondendo a resposta" de um email e acabou que eu acho que eu tenho que compartilhar isso com vocês. A Luciana é uma psicóloga e dona desse blog aqui: Abuso Infantil. E nele, ela fala de vários assuntos relacionados a crianças. Vale a pena. Inclusive, tem esse post aqui sobre adoção por casais gays. Então, a resposta segue aí abaixo...

Bem, primeiro só para poder ser mais verdadeiro, o meu nome é .... . Vc sabe, a gente acaba tendo que manter algumas mascaras para se proteger. E eu já passei dessa fase de esconder o "eu". Na verdade, se existir esse esconder hj é mais relativo a segurança de minha família e minha msm, pq infelizmente a gente sabe o que acontece por aí, mesmo com homossexuais que não são "tão facilmente identificáveis".

Enfim... eu não sei como a psicologia trabalha essa questão, e como disse não sei nada. Só sei dessa minha jornada, que classifico como espiritual (apesar de não ligada absolutamente a nenhuma religião, doutrina ou sei lá o quê).

Eu confesso que já pensei de tudo que você imaginar. Suicídio parece, em determinada altura, a solução para tudo. Mas eu sempre me achei um bundão (desculpe a expressão!), pq nunca eu tentei nada, simplesmente porque na hora que vinham tais pensamentos, eu só pensava na dor que eu deixaria, principalmente (e quase que exclusivamente) para minha mãe.

Eu acho que o grande desafio pessoal é a gente compreender que pode ser feliz assim, simplesmente porque não tem nada de errado. É normal ser assim e anormal é achar que somos errados porque alguém acha assim! Eu não sei como é entender isso quando se é heterossexual, mas com uma mente aberta acho que é a mesma coisa! Acho que uma pessoa que não se aceita é por isso, pq não entende que isso é normal e que apesar de tudo que já se passou e que vai passar, a gente está aqui para ser feliz.

Eu queria agradecer muito a você por buscar entender mais sobre tudo isso. Com certeza vc deve ter tido com muitas pessoas "no armário" em seu consultório, mesmo sem saber! Terá mais! Vive com várias! Pq para muitos (como eu) é um misto de não fazer diferença, não mudar em nada o que eu faço, não necessidade de dar explicações para as pessoas sobre uma coisa que não vai afetar nada na vida delas, que não me rotula, não me eleva ou diminue em nada e, felizmente ou infelizmente, me protege do preconceito.

Obrigado novamente!!!

sábado, 20 de agosto de 2011

Music keeps us alive

Música é vida... ok, todo mundo sabe disso! E eu que não entendo nada específico disso não posso falar nada.

Mas como eu tenho um gosto musical peculiar (para não dizer péssimo!), tenho algumas músicas que atualmente atuam de formas importantes: aquelas necessárias para momentos eufóricos e aquelas para imersão na fossa.

Como eu sou bonzinho (e cruel!), vou dividir o que tá tendo no momento no meu radinho de pilha!

MOMENTO UHUH!

Alligator Sky - Owl City

Não tem nada mais viajado que Owl City. Essa música simplesmente faz sentir que o mundo é lindo e a gente tá nele. Eu prefiro a versäo sem rap, mas o clip tem rap e também é ótimo!



I Wanna Go - Britney Spears

Outra música onde tá tudo lindo! E você quer só ir ir ir a fundo!


Mas - Ricky Martin
Ricky Martin resurgiu das cinzas, porque ninguém lembrava mais dele, né? Enquanto muitos acharam que a carreira iria acabar (de vez!) depois que assumiu publicamente ser orgulhosamente gay, o que aconteceu foi o contrário - sucesso e mais sucesso! E "Mas" dá vontade de sair pulando por aí!



MOMENTO FOSSA

If I Had You - Adam Lambert

Depois de séculos procurando esse vídeo, ele me surge para deixar eu postá-lo aqui. A fossa tá na letra mesmo. Ficar pensando quem diabos é esse "you" da música é meio complicado.


Daydreamer - Adele

Adele ja é a fossa em pessoa. Os cds dela só fazem viajar, viajar... ai ai! Ainda por cima quando realmente quem escuta é um daydreamer...


Runaway - Maroon 5

Essa música parece que tá tudo no chão, tudo acabado, mas é tipo a vida... vc tem que seguir em frente e ir.. porque a função de viver é procurar ser mais feliz sempre. Enquanto isso, vai se curtindo uma fossa. Sem falar que esse clip é demais! Não tem os caras (coisa que os fãs reclamam), mas nesse, nem fez falta!


Bem, só para poder dar uma leveza aqui! Possivelmente não vai vir ninguém mais aqui depois desse mar de qualidade musical, mas é o que gosto! E vou ficar aqui pensando no "you" do meu "if i had..."

Olha o que dá inveja!!!

Eu sinceramente espero que isso seja falso, mas se não for, não custa denunciar!

De qualquer forma, estaremos lá! Todos os fãs da Britney que tiverem oportunidade! Essa inveja, preconceito, idiotisse, falta de evolução ou sei-lá-o-que de certos "seres humanos" não vão acabar com a festa de ninguém! Se eles não tem nada mais para fazer na vida deles, problema é todo deles! Falta de amor (inclusive próprio!) no coração!

Lembrando... independente de ser verdade ou não, a gente sabe que sempre tem gente medíocre pensando no mal dos outros! Então, isso é um alerta para todos! Não vamos mudar por causa disso! Vamos (sempre novamente!) mostrar que a intolerância é que não vale!