sábado, 30 de julho de 2011

Somos o que nossa alma determina que sejamos...

É depois de ver coisas como estas que eu vou falar é que eu vejo como nós brasileiros somos tão hipócritas, fracos e sei lá mais o que.

Desculpa, mas somos. Somos uma nação fraca. Aliás, nem sei se somos uma nação. Somos um amontoado de pessoas que falam a mesma língua. Isso é ser uma nação?

Talvez é uma visão meio radical, mas essa visão de país mais feliz do mundo é porque sempre esquece das coisas muito fácil. Não vou dizer que é só culpa nossa. Alguém que sabe minimamente da nossa história, sabe que ser colônia país ibérico também não ajudou muito.

Essa indignação efêmera minha é porque acho que preocupamos demais com os problemas (nossos e dos outros), mas sempre em um sentido negativo. Criticar e ignorar é uma característica nossa. Fazer alguma coisa para mudar, não!

Esse nervosismo todo é por ver as várias situações que se tornam ridículas que continuam passando nesse país. Desde a corrupção (que a gente critica e não faz nada!), passando pela (o mais fiasco da história!) Copa do Mundo até chegando na questão central do blog: a vida daqueles que são diferentes.

Enfim... vamos conectar aqui. Não entrando no mérito da questão do jornalismo brasileiro (que é imaturo, despreparado e é brasileiro, assim como o povo o qual serve!), quero falar de algo que deveria muito ultrapassar daqui, pois, claro, é um blog que consegue atingir mais pessoas homossexuais, o que é ótimo, pois acho que a gente tem que se fortalecer para poder sair por aí sabendo que não estamos sozinhos. Mas claro que eu também gostaria que ele, de alguma forma, atingisse além disso. De certa forma, se alguém passar por aqui e pegar alguma coisa boa, com certeza vai levar para fora.

Enfim, a questão é sobre transgênero. Eu não vou alongar muito sobre isso. Eu prefiro que acessem uma matéria no site da PLC 122 e assistam os vídeos. Eu peço que assistam, para entender mais sobre um mundo além do nosso. Eu não sei muita coisa sobre transexualidade, mas é algo que, talvez por ser gay, eu consiga compreender melhor, pois não acho que seja opção, não seja doença, não seja "sem-vergonhice" ou sei lá mais o que as pessoas acham sobre isso ou sobre homossexualidade.

Claro que há uma grande diferença enorme sobre transexualidade e homossexualidade. Portanto, não dá para colocar isso no mesmo saco achando que é a mesma farinha. Remetendo ao Ricky Martin, eu realmente sinto abençoado por ter uma percepção mais diferenciada sobre isso.

Embora esses vídeos não serem novos (apesar de ter os visto hoje na comunidade "Brasil" no Orkut), penso muito importante vê-los para que possamos ter mais um pouquinho de conhecimento do que está por aí fora, me recusando a fechar os olhos.

Na comunidade o tópico está como "Garoto de 8 anos transexual - linda história". Como sempre, comentários sempre válidos e outros de pessoas que não compreendem e não querem compreender nada. Eu não vou discordar que seja algo realmente difícil de entender, mas "gente-porta", que acha que sabe tudo e que não quer/precisa entender nada além daquilo que acham que sabe, porque tomam as coisas que estão em suas cabeças como verdade absoluta.

Bem, os vídeos estão aqui. Reportagem completa sobre crianças transexuais. 40 minutos. Antes de pensar que vai "perder 40 minutos da vida", lembre-se que tornar menos ignorante (no sentido original da palavra, ou seja, aquele que ignora!) para coisas estão por aí nesse mundo afora, pode fazer um bem imenso.

Quero deixar só uma frase de um blog que também encontrei hoje. Devidamente retirado do blog "Mãe, sou gay!", com todos os direitos autorais! Hehe. Embora seja uma frase sobre o filho gay, com certeza, vale para qualquer situação:

"Se você é mãe, pai, irmão... o que eu posso dizer é que aquela pessoa na sua frente dizendo “sou gay” é mesma que você trocou fraldas, ninou, levou para o parquinho. É o mesmo irmão que você jogou bola ou brincou de bonecas. É ainda o mesmo filho que lhe deu beijos melados. O mesmo irmão que dividiu o último biscoito. O mesmo sobrinho que brincou de cavalinho nas suas costas. É ainda a mesma pessoa. E ainda ama você do mesmo jeito."

Parte 1


Parte 2


Parte 3

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Por que seguir em frente?

Penso que todo mundo passa a ter uma questão dessa em alguma altura da vida. Não necessariamente ela vem desse jeito. Às vezes, pode vir pro meio de uma tristeza, de uma reflexão sobre a vida, de uma depressão ou de pensamentos negativos em geral em relação à vida.

Esse pensamento de "por que viver?" é de característica negativa. É a leitura que faço. A característica positiva, claro, são as respostas encontradas que de fato irão fazer sentido ao ato de viver.

VIVER sim! Sobreviver é medíocre. É estar morto, porém vivo. Mas, muitas vezes, a gente passa um tempo "morto", num luto para nós mesmos.

Arrisco a dizer que no caso de pessoas que apresentam "características não amplamente aceitas socialmente" são piores. Portanto, não falo somente daqueles que possuem uma condição sexual relativa a interesse em pessoas do mesmo gênero, mas daqueles que possuem uma crença diferenciada (inclusive ateus, que são extremamente discriminados), tatuagens e "acessórios" no corpo, talvez alguém que seja favorável ao aborto e à pena de morte. Não vou entrar no mérito relativo aos que defendem a descriminação de drogas porque eu simplesmente não conseguiria separar da minha opinião pessoal. Amy Winehouse confirma minha tese.

Viver é sempre complicado. E não acho que deva ser fácil. Talvez faltaria boa parte da graça e do aprendizado que vamos ganhando com as dificuldades que aparecem no nosso caminho. Não posso deixar de falar, porém, da necessidade humana em ter algo para acreditar que o fará seguir em frente.

Talvez eu deva parar de generalizar, achando que todo mundo precisa de um motivo para viver. Talvez existam pessoas que estão por aí, vagando, sem perspectiva alguma, mas eu não consigo ser assim. Sempre tem que ter algo, um objetivo, uma motivação, para que eu siga em frente. Nem que seja acordar e lembrar que mês que vem tem conta para pagar e eu tenho que trabalhar para isso!

Claro que é sempre mais fundo que isso! Um motivo real! Algo que sempre remete a algo que trará sempre mais felicidade. Tem outra coisa para fazer na vida do que buscar sempre mais felicidade? Se você prefere ser o Eike Batista para mostrar para o mundo que você quer ser o homem mais rico do mundo, bom para você! Se você quer simplesmente poder realizar seus sonhos com um bilhão e doar os outros 60 para pessoas que passam fome, é tudo questão do que você para a vida.

Isso tudo é porque vejo que, para nós, pessoas de "características não amplamente aceitas socialmente", leia-se aqui "homoafetivos", além da vida ser dura, como é para todo mundo, a gente tem a inclusão do preconceito que está por aí e que, de fato, nos afetam.

Lembro-me de quando era adolescente (e nem tão adolescente mais...) e pensava que eu era uma aberração, algo que jamais poderia ser ou viver com aquilo. Seria rejeitado; não teria o direito de ser feliz. E por isso, pensamentos mais que absurdos passavam sempre na minha cabeça. O mais absurdo, claro, o suicídio.

E não devo ser o único. Bem, não sou. Quem sabe do programa "It gets better" dos EUA, sobre o altíssimo índice de suicídio de adolescentes gays naquele país, sabe do que eu tô falando.

Eu não sei como é com os outros. Esse é um daqueles assuntos "socialmente não aceitos", assim como ateísmo, homossexualidade e "Quanto você ganha?".

Eu falo de mim porque eu nunca tive ninguém para falar que eu era normal do jeito que eu era/sou. Mas também sei que a grande maioria não tem. Não sei se a grande maioria das pessoas estão preparadas ou entendem que ser gay é normal; não é doença, não é desvio, não é provocação: é ser! Não é como torcer para um time ou fazer uma tatuagem, pois isso você escolhe. Mas você não escolhe a cor do seu olho, as informações do seu DNA ou a sua condição sexual.

Eu não sei quantas vezes eu já pensei em me matar. Acabar com tudo aquilo. Seria a solução mais fácil. Fácil para mim! Nunca tentei nada; sempre desistia. Ou posso dizer que cogitava, mas sabia que não teria coragem de fazer nada. E essa falta de coragem não era só pelo medo de me machucar - era o medo de machucar aqueles que eu amo e que eu tenho certeza que sentiriam minha falta.

Hoje eu já não dou espaço para esse tipo de pensamento. Acontece que a vontade de viver é muito maior. Talvez sempre existiu essa vontade, mas era reprimida por não saber ou acreditar que eu poderia ser feliz do jeito que eu sou. Agora sim, eu sei, que não é só possível, como eu sou feliz do jeito que eu sou. Sou orgulhoso pelo que sou e isso é um passo imenso para ser feliz: saber que parte da felicidade vai partir de mim mesmo.

A minha idéia de felicidade talvez não fuja de questões convencionais: quero poder viajar, ter uma casa, um carro... tudo isso sendo construído com "o" alguém especial, com quem eu formaria uma família, teria um filho, talvez um cachorro e um papagaio...

Sei lá se eu vou conseguir isso, mas felicidade também é sonhar com ela. Isso, eu faço muito bem!

Vídeo: Depoimento que eu não tenho muito a dizer... é só ver! Legendado.

domingo, 24 de julho de 2011

Vida-Centaura

A vida é a coisa mais irônica que alguém pode encontrar na vida (oi?!).

Talvez ela seja bipolar, mas eu acho que ela só é irônica. Faz umas as coisas tão sem noção que vão desde trágicas a engraçadas.

Logo, a vida é sagitariana. É a única conclusão que eu posso tirar. Porque assim como os sagitarianos, a vida é um tanto quanto sem noção. Ela não sabe como ir. Às vezes está tudo normal, mas por causa de alguma coisa, de uma possibilidade ou até um pensamento, ela entra num estado de movimentação, de empolgação que é difícil explicar. Assim como, às vezes, chega parecer ser retrograda, que nada vai para frente, mas assim como em sagitário, ela lá no fundo mantêm aquela esperança, aquele otimismo que ela sabe que não pode e nunca vai acabar.

Eu falo de sagitário porque parece representar muito a vida. O símbolo mitológico desse signo é o o centauro. O centauro é meio homem e meio animal. E a vida é assim também. Ou seja, de um lado racional, mas do outro, precisa manter seu instinto de sobrevivência e, portanto, a vida se torna um sonho com pés no chão e uma realidade que é capaz de tornar os sonhos reais. Tudo isso ao mesmo tempo.

Portanto, eu acho tudo isso engraçado, porque realmente acontecem coisas que não são (e nem devem) ser explicadas. E o bom da vida é essa possibilidade de se transformar, de ser previsivelmente imprevisível.

Às vezes, coisas que a gente pode até pensar que são banais, na verdade podem mudar em vários graus, desde um pouquinho até um montão nossas vidas! E eu falo de algo simples... desde passar a falar ou responder os "bom dia"'s que a gente recebe na rua, passando por começar uma caminhada, até mesmo começando a admirar a lua e as estrelas num campo. E, quem sabe, por meio de um blog onde você fala de coisas que tem vontade de dizer e não diz a ninguém ou ninguém quer te escutar. Um lugar onde você pode ser você mesmo, límpido, para que, sabe-se lá, alguém compreenda um pouco o que você quer dizer.

Eu posso dizer que esse blog já é muito importante para mim. O mais engraçado é que eu ainda não sei o quanto ele vai mudar (ou já mudou!) a minha vida. Eu só sei que eu posso falar que eu estou muito feliz com o que ele já está me proporcionando. Com certeza, a compreensão e o carinho que já recebi (e vou receber muito mais, espero!!!) já mostram que ele mudou minha vida. E, contrariando o jeito sagitariano da vida em ser apressado para querer coisas, agora, eu não tenho pressa alguma! Seja como for, é muito gostoso ser feliz!

Vendo pela net, achei esse tumblr aqui: http://feelingsofagay.tumblr.com/. Muitas frases legais por lá. Vale a pena. Uma aqui só para o gostinho:

"Um relacionamento só dará certo se vocês lutarem como um casal, conversarem como melhores amigos, paquerarem como primeiros amores, e protegerem uns aos outros como irmãos."


"Você pode não ser bom o suficiente para todo mundo, mas com certeza vai ser perfeito para alguém."

quinta-feira, 21 de julho de 2011

E todos nós?

Galera...

obrigado pelos comentários pelos e-mails! Eu quero sempre agradecer porque eles sempre trazem coisas boas! Até hoje, foi assim! Vai manter assim!


Quero lembrar também que o e-mail do blog tá aí do lado! É MSN tb! Pode add quem quiser! aserdito@gmail.com


Com os comentários sobre as lésbicas, do anônimo, me lembrei de uma reportagem de dois dias atrás. Sobre o pai e filho que foram espancados por homofóbicos que os confundiram com homossexuais (foto aí embaixo).

Wow... era para ser a gente? Era para ser qualquer um? A gente agora não tem direito de abraçar quem a gente quer? Daqui a pouco só falta alguns religiosos daqui a pouco começar a falar que quaisquer homossexuais abraçando crianças é pedofilia. Bem... isso eles já fazem...

Acho que é melhor a gente entrar em guerra! Sim, guerra! Porque tudo não resolve com guerra? Israel que o diga, né?! A gente não gosta de homofóbico, bora bater neles! Bora espancar os políticos corruptos! Demorô bater nos pagodeiros! (Ok, esse últimos eu tô zuando! É tipo "eu odeio isso", mas se botá, noís dança!").

Um problema geral nosso (nosso eu me refiro a qualquer ser humano!) é que a gente esquece do outro. Sempre é a gente! O "eu" é sempre mais importante. De fato, tem que ser, mas peraí... não dá para sair fazendo tudo por aí sem pensar nas consequências, sobretudo se elas afetarem mais alguém.

Eu entro mais uma vez no comentário do anônimo... eu não sei também porque eu gosto de pessoas do mesmo sexo que o meu e também não sei porque outras pessoas gostam de pessoas de outro sexo. Eu nem sei porque eu não gosto de couve-flor! Só sei que a gente não precisa ficar gostando ou deixando de gostar de alguém porque a pessoa tem opinião ou gostos diferentes do nosso, mas devemos respeitar.

A gente já tanto apanha sozinho, já sofremos por vários anos tentando entender quem somos e o porquê de ser como somos, mas ninguém vê isso. Ninguém quer ver nada. Todos queremos o nosso. Apanhar fisicamente é só mais um ponto para eles; não faz diferença.

Às vezes fica difícil pensar, fica difícil respirar, mas é parte da vida, não é? Se para gente parece um pouco mais complicado, acho que a gente tem é que "tirar proveito" disso. É crescer mais como pessoas, é ter amor e paz no coração acima de tudo. Pelo menos é assim que eu acho. As pedradas que eu levo diariamente, seja na minha vida privada, seja na rua ou em casa, quando ouço um comentário racista ou homofóbico ou quando leio alguma notícia absurda como essa, vai me fortalecendo. Elas me fazem sangrar, mas não me derrubam. Tenho que lutar para que aquele que atire a pedra veja o castelo que eu construo. Nessa história, uma coisa chama-se ódio, preconceito... a outra, alma.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

E as lésbicas?

Quando o assunto é homossexualidade elas sempre ficam um pouco de lado. Bem, essa é a leitura que eu faço. Vai parecer não fazer sentido isso aqui, mas acho muito relevante isso. Às vezes a gente acha que o problema é só com a gente; na verdade, não sei se é comigo, mas parece que não existe mulheres que gostam de mulheres. Eu não sei se é porque o número talvez seja menor ou se elas aparecem menos mesmo, mas elas, assim como nós, homens, estão por aí.

Eu fico pensando se as mulheres homossexuais sofrem menos preconceito que a gente. Vale lembrar que é fetiche de qualquer homem (heterossexual!) ver duas mulheres se beijando, se pegando ou qualquer coisa assim. Mas será que na vida real, fora da pornografia, a vida é assim?

Acontece com elas o que acontece com os homens em relação aos trejeitos mais masculinizados ou femininos (obrigado Mr. F.G. pela expressão mais correta). Isso é tão complicado como o caso dos homens. Sempre há mulheres mais masculinizados. E não sei se o preconceito seria muito diferente daquele de homens com trejeitos mais femininos.

Isso tudo me faz pensar até onde a gente se exclui mutualmente. Somos transparentes entre nós mesmos, mas embaçamos a vista da sociedade homofóbica. Parece que tudo que fazemos é para provocá-los, enfrentá-los.
E com as meninas não é diferente. Eu só não sei o quanto elas são afetadas, pois parecem sempre estar mais longe. Não me parece que estão tão exposta por aí, como em blogs, por exemplo. Alguém sabe porque?

domingo, 17 de julho de 2011

Mas eu não disse?

Gente, eu tô meio "posteiro" esses últimos dias, mas esse é porque vi uma reportagem num site e foi o que eu tenho falado! Poxa... aí eu tenho que passar para vocês, né?! Tem até um videozinho legal lá. Quero arrumar briga com ninguém não, mas o único problema é que o vídeo tem música da "Lei de Gaga" (não sou o mais fã dela!) Ah... mas que seja!!! Fiquem com a reportagem!

Sou gay, não puta!, por Guto Angélico

Obrigado... thank you... gracias!

Galera... wow! Eu tomei um susto hoje de manhã. Fui entrar no e-mail e vi um número de comentários e e-mails que eu nunca tinha visto com relação ao blog. Não é um número absurdo, mas não é isso que precisa ser também.





Na verdade, mesmo parecendo demagogia, é que, independente do número, sempre o que importa é o conteúdo. Pelo menos para mim é assim.

Então é o seguinte: eu não tenho palavras para agradecer a cada um que gastou minutos da sua vida lendo meu blog e comentando nele. Isso significa que rolou algum sentimento, seja de conforto, de pensamentos similares ou qualquer tipo de reflexão. Isso é muito legal, sério! Sempre foi meu intuito com o blog poder trocar experiências e de alguma forma, todos se ajudarem.


Acho que isso pode ocorrer daqueles que lêem aqui e vasculhando os cantinhos desse nosso mundo pelos comentários e ainda, deixo em aberto meu e-mail para que todos que quiserem, que me mandem qualquer coisas que queiram compartilhar com outros. Talvez um post, uma foto, um vídeo, um texto! Sei lá, qualquer coisa que traga algum bem estar.

Esse blog é, com certeza, um pedaço de mim e se isso traz alguma coisa boa para alguém, é algo que me deixa imensamente feliz. Todos os comentários e e-mails foram lidos com tanta vontade, com tanto amor e cada um deles é muito especial. Ok, é meio gay isso (haha... acho que não tem muito problema!), mas alguma coisa rolou do canto esquerdo do meu olho esquerdo!

Gente, eu tenho que pedir desculpas que sempre eu escrevo demais! Mas daí a gente entende o que a gente tanto reclama na faculdade com os professores que falam que não dá para expressar, mesmo uma coisa simples, em poucas palavras. Tudo é sempre tããããão complexo que sempre há muito a ser dito. E, nesse post, falar do carinho com o qual eu leio todos os recados, crendo que também foram mandados com algum sentimento bom, é sempre legal.

Vamos combinar o seguinte: os e-mails serão sempre todos personalizados. Vou responder todos um por um, e que a loucura do próximo semestre me permita respondê-los sempre o mais rápido possível. Os comentários serão sempre lidos e ficarão como algo muito importante para eu sempre postar alguma coisa aqui. E, independente se for e-mail ou comentário, de coração, todos são muito bem vindos e relevantes.

Se eu tiver uma moralzinha aqui para falar alguma coisa agora é: seja você mesmo com você mesmo. Não importe com o que a família ou sociedade quer de você. Seja você mesmo para você. Autoassuma-se. Respeite-se. Tenha carinho por você. Independente de estar no armário para os outros, não esteja para você. Porque você tem que ser feliz do jeito que você é. E caso, assim como eu, você não é aberto em relação a sua sexualidade para as outras pessoa, isso é o que menos importa, porque não é gostar de uma pessoa do mesmo sexo que nos fará pior que qualquer outra. E não somos melhor do que aqueles que gostam de pessoas do outro sexo. Somos seres humanos iguais a qualquer um. E não devemos achar que seremos menos felizes ou menos dignos por causa disso. Independente do que os outros pensam, você tem que ser feliz do jeito que você é, porque felicidade é contagiante. 

E, para mim, felicidade começa com o "eu". O amor próprio é o que fará com que as outras pessoas nos ame também. Portanto, ame-se e permita-se ser feliz. E não dê espaço para a inveja e o ódio. Parece besteira, mas muitas vezes estamos rodiados disso. Como experiência própria, deixe seu coração limpo e sua alma em paz. Verá que não importará e nem refletirá em você todos aqueles sentimentos ruins que as pessoas têm sobre você e você não vai ter esses sentimentos também, simplesmente porque podemos ser felizes com o que temos, com o que vamos construir com nosso esforço e não tem algo que remeta mais à paz do que ter um coração no qual não ódio e inveja não entra, porque boa parte de ser feliz é esperar que o outro seja. E mesmo que os outros façam mal a gente, que eles se acertem com a vida.

Wow... que momento foi esse, heim? Surgiu naturalmente! Desculpem! Hehe. Amanhã mais um livro deautoajuda nas melhores livrarias! Haha. O que era um post de agradecimento, virou algo sobre a vida. Como sempre vai ser assim. Então, meu muuuitíssimo obrigado a todos! É sempre bom saber que não estamos sozinhos nessa busca constante pela felicidade. E ser feliz também é isso: ser feliz enquanto buscamos algo para sempre ir a completando. 

Ok, parando de escrever em três, dois, um...

sábado, 16 de julho de 2011

O que você curte?

Quem é gay aqui e nunca viu uma frase dessa numa tela de computador que levante a mão! #TodosFicaQueito

É sempre assim... essa frase é o caminho (ou o descaminho) de tudo! Sinceramente, eu não sei o que responder. De verdade. Whataya want from me? Eu não sei porque muitas vezes é para isso que a conversa é direcionada. Ok, talvez eu saiba a resposta que esperam... três palavras. É tudo o que querem. Ativo, passivo ou versátil. É isso, não é?

Isso é uma das coisas que me decepciona e me desanima. Tudo o que quero é sair daquele esteriótipo gay, mas às vezes ele prevalece. Parece que a história de que gays são todos pervertidos permanece. Talvez o problema sou eu: eu não sou gay. Será que é isso?

Ou será que todos os sites de bate papo que entram são direcionados exclusivamente para sexo? Porque essa é uma pergunta que não me sinto confortável em responder. Essa é uma daquelas perguntas que eu classifico de "socialmente direcionadas". Não que seja "irrespondível", mas certas coisas deveriam ser perguntadas ou faladas de uma forma mais... mais... (pensando...) direcionada? Não comparando o nível de "intrigação" desta pergunta, mas acho que ninguém vai se perguntar "Quanto você ganha?" ou "Qual o tamanho da bunda sua mãe?" se a pessoa não tiver um certo relacionamento com você.


O fato é que acontece uma generalização restritiva (oi?). As pessoas transformam as outras em basicamente uma de três palavras e mais alguns centímetros.

Eu não sou isso. E não é isso que eu quero. Não é isso que eu curto! Curto música boa, curto filmes de comédias e terror, ar livre e mais algumas coisas. Num relacionamento, acho que todos precisam de muitas coisas. Uma de três palavras (e alguns centímetros...) não escrevem uma história.

Alguma coisa sobre o amor

Sempre é um assunto delicado e complicado: amor. Amor. Algo que não dá para descrever. Não se explica; se sente.

Amor é algo que trás felicidade e dá esperança. Mesmo sem sentido, algum sentido faz.


Eu sou romântico, tenho que confessar. Romântico no sentido de acreditar em um único grande amor, que aparacerá em minha vida e vai me fazer desistir ou mudar de todos os meus sonhos e os farão transformar em outros sonhos.


Às vezes me sinto um idiota por causa disso. Acho que meu amor pode estar na calçada e virá falar comigo, ou está dentro do ônibus e sentará do meu lado e conversar comigo ou até mesmo vai surgir na internet e vai ter uma conversa de horas e horas e vai querer me conhecer.

Talvez seja por eu ser uma pessoa que odeia guerras, brigas e coisas afins. Qualquer tipo de coisa dessa que envolva dinheiro ou não. Eu acredito no amor. Acredito que as pessoas possam ser felizes sem querer o mal do outro. Simplesmente porque eu sou desse jeito. E o amor que eu sinto pelo fato de sempre procurar um amor é esse: o fato de amar o amor.


Para mim, o amor é algo tão inocente, tão puro, que não pode ser diminuído. É algo que faz o coração bater mais rápido, que faz a mão ficar fria, que faz imaginar como é estar com aquela pessoa especial, mesmo sem saber quem é aquela pessoa.


Daí eu fico pensando como é com as outras pessoas. E eu não digo nas relações heterossexuais, já que isso é mais que divulgado. Com relação as relações homossexuais mesmo. Eu fico me perguntando se é assim também; se o sexo é só mais uma parte disso.

Infelizmente é o ato sexual que parece predominar em qualquer coisa que envolve as relações homossexuais. Isso visto por mim, um homossexual e pessoa em formação! E não é aquilo que sou, aquilo que quero. Eu só queria saber se existem pessoas fora desse estereótipo aí fora.

Eu deveria desistir. Sim... deveria mesmo! A maioria das histórias de amor reais que conheço, ou são, em sua maioria, grandes ficções ou acabam, assim como as estações, que passam e a gente mal se lembra. Mas eu não desisto; não deixo de acreditar. Tem alguma coisa sobre o amor que não me deixa desistir. E se cada um tem a sua história, seja lá como ela seja, é a minha; está sendo construída.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Lifestyle

casamentogay Simples diferença

Via Gordo Nerd

PS: Gostava do original, que sumiu da internet! A frase era algo como "Gay Mariage: why the fuck is it prohibited?". Essa frase aqui é muito politicamente correta!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pais e mães

Eu acabei de ver um vídeo e tenho que confessar que ele me "obrigou" a falar disto: ser pai, sendo homossexual.

Eu não me lembro de conhecer um casal homossexual que tenha filhos. Isso porque eu, de fato, não conheço muitos casais homossexuais. E os que eu conheço, são jovens, da minha idade.

Imaginar um casal homossexual cuidando de crianças, para mim, é algo tão natural que não consigo nem discutir qualquer coisa sobre isso. Logo, tenho que pensar na visão dos outros... principalmente, claro, aqueles religiosos extremistas.

Ok, porque para eles tudo é errado! Ser homossexual já é algo errado. Enfim, problema deles, como sempre. O mais interessante é que eles preferem ver crianças jogadas nas ruas à ter pais ou mães homossexuais. A velha desculpa deles é que é difícil para criança e que a criança será induzida a ser homossexual.

Sinceramente eu não sei o que passa na cabeça dessas pessoas. Não sei se há um defeito, um bug ou se a capacidade de pensamento é muito reduzida, ou ainda se é uma ignorância tão imensa que transforma sua mente num vácuo.

Não precisa ser um grande pensador para "descobrir" que a grande maioria das crianças nascem de uma relação heterossexual. Não é fato? Tirando fertilizações ou sei lá quais outras técnicas, "geralmente", precisa-se de um homem e uma mulher para que uma criança nasça.

Esse também é um dos triunfos dos religiosos sobre a "família", já que não é possível a procriação sem ser dessa forma. Mas como sempre, esse é um lugar-comum dos extremistas. E eu não vou ficar discutindo sobre isso, porque tá tudo mundo cansado de saber para onde isso vai...

Voltando as crianças que nascem de uma relação mais tradicional, com pais e mães heterossexuais, esse é um ponto interessante e que os religiosos ou pessoas que não compreendem a homossexualidade sempre se confundem... e os gays que nascem de famílias assim? O que somos? Será que nossos pais faziam apologia para sermos homossexuais?

Meus pais são heterossexuais. Sempre me criaram normalmente, como um garoto normal. E de fato sou. Hoje um rapaz que talvez a diferença da maioria (ou não!) é gostar de uma pessoa do mesmo sexo, para se relacionar amorosamente. Logo, pais heterossexuais não significa filhos heterossexuais e pais homossexuais não significa filhos homossexuais. Simples isso, né? Será que é fácil compreender?

Eu acho que também não é muito difícil entender o desejo de homossexuais em ter filhos. Claro, assim como heterossexuais, não são todos que têm essa vontade. Mas eu posso falar de mim. Eu tenho uma vontade imensa de ser pai. É algo muito estranho, porque é um desejo que parece que sempre me existiu. Lembro de ter 15 anos e já pensar nisso. Talvez é algo natural. Penso que ser pai ou mãe é quase um dom. Praticamente todos podem ser pais ou mães, mas acredito que precisa de algo especial, algo de coração. Eu não sei exatamente porque quero ser pai. Ou talvez saiba. É algo tão singelo para mim que eu fico sem saber se podem ser dados como motivos. O simples fato de você ter um ser humano que por um bom período vai depender de você, e que você vai ajudá-lo a ser uma pessoa digna, auxiliando na formação de seu caráter e a partir disso ele vai poder andar com suas próprias pernas me parece algo incrível.

A idéia de adotar uma criança para mim é algo que extrapola todo e qualquer conceito de amor. Adoção, para mim, é uma das mais belas provas de amor do ser humano. É um amor que se cria, que vai crescendo. É um amor que eu não vou saber explicar como é! Porque amor não é para explicar, certo?! Eu só acho que é algo "wow"! É uma das coisas que eu quero ter na minha vida. Um amor cego, justo, bonito. Com certeza, é algo que vou demorar a ter ainda, mas tá guardado aqui no coração, de verdade!

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Aqui embaixo, um vídeo rápido sobre uma criança que encontra, pela primeira vez, um casal homossexual. Será que o preconceito surge sozinho ou os adultos influenciam? Acho que dá para pensar numa resposta a partir disso...

domingo, 10 de julho de 2011

Mais uma vez, nosso ilustre deputado...

Às vezes acho que já vi, ouvi, li sobre tudo. Minha sorte é que isso nunca é verdade.

A mais nova vem daquele famoso deputado racista e homofóbico. Quem quiser acessar a notícia toda, aqui ó

O resumo da ópera: ele simplesmente quer que uma lei seja aprovada para que as pessoas tenham direito de escolher de quem o sangue de doação vem. Basicamente, as pessoas poderiam escolher receber sangue de pessoas hétero ou pessoas homossexuais.

Acho válida a tentativa do nobre deputado, pois demonstra que realmente a estupidez humana é algo que jamais será mensurada. Afinal, não contaram para ele que a maioria das pessoas não tem um "eu sou gay" tatuado na testa, assim como o sangue de uma pessoa gay tem as mesmas propriedades de sangue das pessoas hétero. Mas como ele não me parece ser uma pessoa muito desenvolvida na questão de inteligência (afirmo que o meu cachorro tem um Q.I. maior), ele não consegue compreender isso.

E eu vou parar com esse papo de que os gays não querem dominar o mundo! Queremos sim!

Queremos dominar o preconceito e ecologicamente queimá-lo sem gerar nenhum gás que poluirá mais o mundo!

Queremos dominar a ignorância e colocá-la lá na Fossa das Marianas, a 11 mil metros de profundidade, para ninguém encontrá-la e usá-la mais.

E uma coisa a gente quer compartilhar... respeito mútuo! Embora as vezes não concorde com o que muitas pessoas dizem, respeitamos a possibilidades delas viverem dignamente para falar todas as suas opiniões. Não quero nada diferente.


sábado, 9 de julho de 2011

Aceitação

Eu não sou o típico gay. Na verdade, sou aquele tipo que todo mundo sabe, mas não sabe.

Sou daqueles que nunca apresentou nenhuma namorada para família. Nunca fala de mulher. Nunca diz "que gostosa" para todas as bundas que passam na minha frente. Se fosse hétero, eu seria um gentleman, não? Hehe

Fato que não sou. Felizmente ou infelizmente, isso é do olhar dos outros. Desde quando eu me autoassumi, as coisas ficaram melhores. Não que eu tivesse uma baixa estima por mim mesmo ou coisa assim, mas você se sente como se algo tivesse errado para você e você sabe o que é e não quer aceitar.

Bem, hoje eu não vejo nada de errado. Tem milhões de outras coisas que eu chamo de errado, mas não ser homossexual. Não é bom e não é ruim! É só ser! Não sei explicar direito isso. É só um pensamento de ser desse jeito e isso não me faz pior nem melhor que um hétero; só me faz conhecer um pouco sobre mim mesmo e  ser feliz por isso.

Depois dessa minha aceitação que levou um bom tempo, talvez 8 anos. Desde os meus 13 anos eu via que havia algo de diferente, mas era tão estranho que não dava para compreender. Hoje, já devidamente "aceitado", eu me comporto como acho que devo. Infelizmente ainda no armário. E esse "armário", pensando fundo, é algo tão banal, mas como estamos cansados de saber, nos esconde desse mundo cruel aí de fora.

Uma coisa atual que envolve tudo isso é essa novela das 9 na Globo. Não acompanho a novela (sério gente!), mas muito raramente eu vejo. Agora, de férias, por exemplo, passa a ser um pouco mais frequente. O caso é que tá rolando umas revelações de que fulano é gay e tal e quem assiste tal novela em família sabe o que sinto. É um desconforto imenso, porém confortante. Ok, não parece fazer muito sentido, mas ao mesmo tempo aquela situação acaba se encaixando um pouco, vc se sente totalmente desconfortável em ver aquilo junto à sua família, mas de qualquer forma, vê que aquilo é "real".

Eu ainda não obtive minha meta com o blog, mas já tô conseguindo, beeem devagar! Eu quero muito poder trocar experiências com as pessoas que passam por tudo isso também. É uma troca. É um ganho. Eu não sei muito de como está o que está dentro. Ou seja, como são as vidas daqueles que estão nos armários por aí. E mesmo os que estão por fora. Isso é algo que eu queria muito ter e poder compartilhar. São tantas faces por de trás de telas de computador, cada uma com suas histórias e a gente não conhece e nem vai conhecer muitas delas. De qualquer forma, acho válida qualquer forma de interação entre os tripulantes do navio.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quando uma foto fala tudo...



Quero falar disso depois...